Eleições de Outubro devem ser adiadas para Dezembro em Moçambique

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Agência VOA

22 de março de 2019

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique deve propor ao Governo nesta sexta-feira, 22, o adiamento da data de realização das eleições presidenciais, legislativas e de assembleias provinciais, na sequência do Ciclone Idai, que devastou praticamente toda a zona centro do país. A proposta é que as eleições passem de Outubro para Dezembro de 2019.

Para a CNE, não há condições para o início, a 1 de Abril, do recenseamento eleitoral, cadastro dos eleitores e definição de mandatos por círculo eleitoral porque milhares de pessoas abandonaram os seus locais de residência, por causa do ciclone.

O porta-voz do orgão, Paulo Cuinica, citando o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades Naturais (INGC), diz serem necessários, no mínimo, três meses para que as pessoas afectadas se recomponham.

A zona centro integra alguns dos mais importantes círculos eleitorais de Moçambique. A CNE manteve na quinta-feira, 21, um encontro de consulta com os partidos políticos sobre as alterações a serem feitas no calendário eleitoral.

Posições dos partidos políticos

Em alguns círculos políticos insinua-se que se pretende usar o ciclone como pretexto para adiar as eleições, mas, Paulo Cuinica, disse que "não é possível adiar as eleições este ano", tal como foi sublinhado no encontro com os partidos políticos.

O porta-voz da CNE afirmou ainda que o adiamento do recenseamento tem uma implicação directa com todo o processo eleitoral, incluindo a data da realização das eleições.

Entretanto, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) opõe-se ao adiamento do recenseamento eleitoral porque, de acordo com António Muchanga, "podemos criar condições para daqui a um mês, o recenseamento começar nas zonas que estão seguras, se até lá se chegar à conclusão de que as outras zonas ainda não oferecem condições seguras para o recenseamento eleitoral".

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) entende ser necessário dar tempo para o tecido social se refazer, mas diz que as eleições presidenciais, legislativas e dos governadores provinciais devem realizar-se este ano.

Por seu turno, a Frelimo defende ser necessário olhar para o país como um todo, sublinhando que, apesar de a incidência do ciclone na zona centro, há uma implicação, mesmo que indirecta, no resto do país, pelo que é justo pensar ou repensar na recalendarização deste processo.

Notícias Relacionadas

Fontes

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati