Governo moçambicano ascende para 242 o número de mortos

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Agência VOA

22 de março de 2019

O Governo moçambicano aumentou para 242 o número de vítimas mortais devido à passagem do ciclone Idai pela região centro do país na passada quinta-feira (14).

Os números foram actualizados ontem (quinta-feira, 21) pelo ministro da Terra e do Ambiente, Celso Correia, quem adiantou ainda que três mil pessoas foram salvas e cerca de 15 mil pessoas ainda precisam ser resgatadas.

Os dados foram também comunicados ao Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, na sigla em inglês).

A chefe da região da África Austral daquela estrutura da ONU, Gema Connell, que confirmou os números, adiantou em conferência de imprensa, que no Zimbabwe o mais recente de balanço é de 139 mortos e 189 desaparecidos, enquanto no Malawi os números mantêm-se em 56 mortos e 177 feridos.

O número total de mortos na sequência do ciclone Idai sobe, assim, para 437, segundo balanços provisórios divulgados pelos respectivos governos desde segunda-feira.

Entretanto, a nível regional, o Programa Mundial Alimentar (PAM) das Nações Unidas revelou em Genebra, Suíça, que o ciclone afectou, pelo menos, 2,8 milhões de pessoas.

Números em causa

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decretou estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas “estão em situação de risco”, além de ter admitido que o número de mortos pode ascender a mil.

Por outro lado, na Beira, o professor Miguel Jeque, que viu a sua escola destruída, revelou hoje ao programa Washington Fora d´Horas da VOA um "cenário de catástrofe" na cidade que ficou destruída em cerca de 90 por cento.

"O número de mortos é formal, mas pelo que vemos deve haver no mínimo 500 vítimas", acrescentou Jeque, adiantando que o segundo hospital da Beira ficou praticamente destruído e que dezenas de pessoas devem ter morrido lá.

A Cruz Vermelha Internacional indicou que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas na Beira pela passagem do ciclone que terá provocado a maior dedstruição jamais vista na região.

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Fontes

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