"Diálogo de surdos pode continuar em Moçambique", dizem analistas

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Moçambique.

Agência VOA

Filipe Nyusi disse Terça-feira, em Maputo, estar disponível para se encontrar com o líder da RENAMO, mas muitas pessoas perguntam, para discutir o quê?

4 de fevereiro de 2015

Em Moçambique, vários analistas acham que é necessário que o Presidente, Filipe Nyusi, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), encontre uma solução que faça com que o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Afonso Dhlakama, se sinta com maior prestígio e com um forte poder económico e político, para se ultrapassar a presente tensão politica em Moçambique.

Filipe Nyusi disse Terça-feira, em Maputo, estar disponível para se encontrar com o líder da RENAMO, mas muitas pessoas perguntam, para discutir "o quê?".

O historiador António Mundlovu diz ser da opinião de que Afonso Dhlakama sente a falta de prestígio e a falta de poder politico e até económico, tendo em conta o papel que teve na luta pela democratização da sociedade moçambicana.

"Quem decide é o Presidente Nyusi e ele tem que pensar nisso, já que ao nível do Governo, não vejo qualquer possibilidade para Afonso Dhlakama", disse Mundlovu.

Entre os moçambicanos, reina uma enorme expectativa em torno de um eventual encontro entre o Presidente moçambicano e o líder da RENAMO. "É necessário que haja um resultado palpável, ou seja, que as conversações tenham consequências, as quais devem estar em função das expectativas dos moçambicanos".

Entretanto, para Calton Cadeado, especialista em Conflitos e Relações Internacionais no Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique, é necessário resolver a questão dos homens armados da RENAMO.

Segundo Cadeado, os homens armados da RENAMO têm uma preocupação, e essa preocupação foi, alegadamente, satisfeita com esta promessa de fundo da paz, mas não deixa de ser ainda uma preocupação, principalmente porque nós sabemos que há alguns homens que estão sob controlo mas têm muita probabilidade de cair fora de controlo do próprio líder da RENAMO".

O académico Ismael Mussá diz que para além disso, é urgente também uma solução que passe por uma politica de inclusão sobretudo na distribuição dos rendimentos provenientes dos recursos naturais.

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