Mediadores e Afonso Dhlakama não discutiram proposta de Governo de gestão

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Moçambique.

Agência VOA

Mediadores e Afonso Dhlakama não discutiram proposta de Governo de gestão.

23 de janeiro de 2015

A proposta de um Governo de gestão feita pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) não foi o tema principal do encontro de ontem, 22, em Quelimane entre Afonso Dhlakama e os mediadores do conflito que terminou em Setembro em Moçambique. O tema poderá ter sido abordado pelo presidente da RENAMO, mas o bispo Emérito da Igreja Anglicana, Dom Dinis Sengulane disse à VOA que o encontro visou dar continuidade à mediação iniciada durante o conflito que opôs o exército e a RENAMO no passado, pois há pontos por concluir.

Depois de se encontrarem em Maputo com o antigo Presidente da República, Armando Guebuza e o novo Chefe de Estado, Filipe Nyusi, ambos da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a reunião de ontem com o presidente da RENAMO tinha dois pontos na agenda: a despartidarização da Administração Pública e a desmobilização e integração dos guerrilheiros da RENAMO.

Em declarações à VOA, o bispo Dom Dinis Sengulane afirmou que a preparação e a realização das eleições ocuparam a agenda do país e da imprensa, mas que os mediadores continuaram a trabalhar no sentido da implementação do acordo de paz.

Questionado se a proposta da RENAMO para a criação de um Governo de gestão foi analisada no encontro, Dom Dinis Sengulane disse que "os mediadores foram ouvir se havia outras questões que bloqueavam o processo, mas esse assunto deve ser discutido entre o Governo e a RENAMO na presença ou não dos mediadores".

O regresso a um conflito militar está colocado de parte por Dom Dinis Sengulane, que diz ter garantia de que todos os protagonistas da situação estão engajados com a paz.

A equipa de mediadores que se encontrou ontem com o presidente Afonso Dhlakama foi integrada pelo bispo Emérito da Igreja Anglicana Dom Dinis Sengulane, o padre Filipe Couto e o xeque Abdu.

Os mediadores, no total de cinco, vão reunir-se na próxima segunda-feira para continuar os trabalhos, mas por agora preferem não avançar com os detalhes da reunião de ontem.

Notícias Relacionadas

Fonte

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati