FRELIMO rejeita proposta de Governo de gestão da RENAMO

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Moçambique.

Agência VOA

Porta-voz do partido governamental rejeita cenário de crise constitucional.

20 de janeiro de 2015

A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) não aceita a proposta de Governo de gestão feita pelo presidente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e diz repudiar a postura de violência e intimidação do partido de Afonso Dhlakama. A afirmação é do porta-voz do partido governamental que recusa ainda a ideia de que pode haver uma crise constitucional pelo facto de os deputados da RENAMO não terem assumido as suas cadeiras na Assembleia da República.

O Conselho Político Nacional da RENAMO está reunido em Caia, na província de Sofala, para decidir a estratégia a seguir após a posse do Presidente da República, do novo Governo e dos governadores provinciais. Na agenda dos trabalhos está a proposta de um Governo de gestão feita por Afonso Dhlakama.

Entretanto, segundo disse Ezequiel Gusse, porta-voz da reunião, a RENAMO vai tentar envolver diplomatas estrangeiros em Maputo (capital do país) e organizações internacionais para impor a sua proposta de Governo de gestão em Moçambique ou nas províncias autónomas no centro e norte do país.

A FRELIMO disse rejeitar liminarmente a proposta de Afonso Dhlakama. Damião José, porta-voz do partido governamental disse à VOA em que assegura o país está a funcionar e não sujeitar-se aos interesses da RENAMO.

Não aceitamos esta proposta, porque o Presidente, o Governo e os governadores já foram empossados e o país e as instituições funcionam normalmente

assegurou Damião José.

O porta-voz da FRELIMO afirmou não temer a guerra porque os moçambicanos querem a paz e acredita que com diálogo tudo será resolvido.

Entretanto, juristas disseram à VOA que a recusa dos deputados da RENAMO em assumir os sues lugares no Parlamento e sobretudo nas Assembleias Provinciais pode abrir uma crise constitucional que só poderá ser ultrapassada com uma eventual intervenção do novo Chefe de Estado.

Damião José, entretanto, garante que “não haverá crise constitucional, apesar de os candidatos da RENAMO estarem a desrespeitar aqueles que votaram neles”.

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