Brasil: COI confirma que Rio de Janeiro mostra avanços após os atrasos nas obras

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9 de setembro de 2014

Na terça-feira, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, assegurou que os preparativos para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro 2016 avançam a todo ritmo após anos de atraso, informou a Reuters. Ele destacou que o sucesso da Copa do Mundo de 2014 significa um "impulso para os organizadores". Apenas em abril passado, o vice-presidente do COI, John Coates, declarou o organizador Rio 2016 foi o pior da história, no entanto, "os trabalhos no Rio [de Janeiro] são mais bem coordenada", diz Bach.

Em entrevista à agência de notícias britânica, Bach, o presidente da organização há quase um ano, declarou: "Rio [de Janeiro] já tem feito grandes progressos nos últimos meses. O prefeito e o governador estão tendo mais responsabilidade e trabalham em estreita colaboração com o comitê organizador", afirmou.

Nos últimos meses, os organizadores foram ferozmente criticados pelos atrasos, estouros de orçamento e falta de coordenação e responsabilidade no trabalho. Entre junho e julho passado, o Brasil realizou a Copa do Mundo, o que levou a preocupações com questões como transporte, infra-estrutura e segurança, e também passou por problemas devido a atrasos, no entanto, foi um evento de sucesso sem maiores contra-tempos. "Os brasileiros estão muito mais confiantes após a bem-sucedida organização do mundo", revelou Bach.

Estou seguro de que a Comissão de Coordenação do COI, que viajará pronto, verá mais progresso. A infra-estrutura no Deodoro está levantando-se e estão produzindo grandes progressos na Vila Olímpica.

Thomas Bach

E Escócia?[editar]

A eventual Escócia Independente enfrentaria não só problemas políticos, mas também esportivas. Neste sentido, em caso que Escócia aprove sua independência, os atletas escoceses que competiram para o Reino Unido em Londres 2012 não será elegível para fazer parte da equipe britânica na Rio 2016.

"Respeitamos as decisões democráticas, sempre o fazemos, mas se pode ver em decisões prévias que fizemos tomado em casos similares que estamos sempre salvaguardando os interesses dos atletas", afirmou Bach. No entanto, se Escócia se tornar independente e posteriormente formar um Comitê Olímpico Nacional, os atletas escoceses poderão competir sob a bandeira independente. Se as Nações Unidas (ONU) reconhece Escócia como nação independente, o COI poderá reconhecer o Comitê Olímpico Escocês.

Ainda assim, o COI prevê que, em caso de não ser possível participar sob uma bandeira independente, os atletas escoceses não ficaram de fora dos Jogos Olímpicos, pois poderão competir sob a bandeira olímpica.

Arábia Saudita e as mulheres[editar]

Bach também manteve uma reunião com o novo chefe do Comitê Olímpico Saudita, Abdullah bin Musa'ed bin Abdulaziz Al Saud, para discutir a participação das mulheres nas Olimpíadas, depois que a Arábia Saudita não incluíra mulheres na equipe que enviará aos Jogos Asiáticos que vai ser realizada este mês na Coréia do Sul, por considerá-las insuficientemente competitivas.

"Estamos em contato constante com o Comitê Olímpico da Arábia Saudita. Já se sabe uma mudança na presidência e o novo líder fez sua primeira visita ao COI na semana passada", disse Bach. Sem dar detalhes, afirmou: "Aí se discutiram todos os assuntos de interesse mútuo, incluindo a participação das mulheres."

Da mesma forma, Arábia Saudita não enviou nenhuma mulher aos Jogos Olímpicos da Juventude Nanjing 2014, as autoridades sauditas foram "amplamente reconhecidas" por esta "simbólica primeira vez para o reino islâmico". No entanto, dois anos depois, nação rica em petróleo teve um retrocesso.

"Levaremos mulheres para Rio de Janeiro, em boa medida, mas não aos Jogos Asiáticos", declarou o secretário-geral do Comitê Olímpico Nacional do país, Mohamed al Mishal. Ele também disse que o Abdullah "não iria gostar vê-las [as atletas] sendo sempre as últimas. Quer fazer-lo bem e já comunicou isso ao Bach".

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Fontes[editar]

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