Suspensos trabalhos na Costa Concordia novamente, devido ao mau tempo

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Agência Brasil

Agência VOA


A Costa Concordia após naufrágio, na madrugada de 14 de janeiro.
Vista do navio acidentado Costa Concordia, na manhã de 14 de janeiro.
Foto: Rvongher - Wikimedia Commons.
Outro lado da Costa Concordia após naufrágio, encontra-se encalhada, pedaço de pedra encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.
Detalhe da enorme pedra no Costa Concordia, encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.
Náufragos do Costa Concordia após saírem do navio Maregiglio na noite de 14 de janeiro.

20 de janeiro de 2012

Uma vez mais os resgatistas italianos suspenderam as buscas ao semi-afundado cruzeiro Costa Concordia, enquanto a cifra de 21 pessoas desaparecidas permanece inalterada uma semana depois do acidente ocorrido frente à Ilha Giglio.

As autoridades seguem preocupadas que o tempo pode afetar novamente os trabalhos se o casco do Costa Concordia voltar a mover-se, o que inclusive pode levar a busca de 114.000 toneladas se mova desde a área rochosa onde se encontra encalhado e derive para água mais profundidas.

O comandante da Guarda Costeira italiana, Cosimo Nicastro, descreveu o progresso que havia realizado pelos mergulhadores em seu trabalho no navio e os seus arredores, ao sinalizar que "depois a Marinha fizeram um buraco no navio, os mergulhadores da Guarda Costeira ingressaram casco do navio. Buscamos na ponte de número quatro, onde encontramos algumas pessoas nos últimos dias. Nós estamos buscando.".

A agência Reuters descreveu a situação das águas no entorno do navio como mais agitadas na sexta-feira 20 de janeiro, enquanto se espera que o clima não se melhore.

As inclemências do tempo podem incluir atrasar os trabalhos de evacuar centenas de toneladas de combustível do navio, um esforço destinado a prevenir vazamentos que podem gerar um desastre ambiental na costa da italiana de Toscana.

Familiares e amigos dos desaparecidos continuam esperando notícias e o presidente da Cruz Vermelha Italiana, Michel Caslini, disse que sua agência provêm todo o apoio que pode. "Respeitamos a dor dos familiares. Estamos disponíveis para seus requerimentos. Ao princípio tivemos muitos. Também temos recebido chamadas de consulados sobre pessoas desaparecidas. Podem pedir transporte para ir qualquer lugar ou pedir o controle da pressão sanguínea ou para que se prover medicamentos. Estamos disposíveis.".

O navio, que é propriedade da Carnival Corporation, encalhou na sexta-feira 13 de janeiro, antes de inclinar-se até ficar semi-submerso.

Pelo menos 11 pessoas morreram no acidente e nas últimas horas as autoridades italianas identificaram dois corpos encontrados, como pertencentes a dois franceses.

Carnival informou que levará adiante uma ampla investigação em todos os navios de suas linhas, para avaliar os estándares de segurança e que os procedimentos são seguidos extritamente após o acidente do Costa Concordia.

A maior companhia mundial de cruzeiros informou que consultará um painel de especialistas em resposta de emergência para revisar as circunstâncias do acidente.

O cruzeiro de $450 milhões dólares levava mais de 4.200 passageiros quando encalhou.

Reunião de Emergência[editar]

As autoridades italianas envolvidas nas operações de resgate do navio Concórdia (que naufragou há uma semana na região da Toscana, na Itália) convocaram reunião de emergência para hoje (20). A iniciativa ocorre no momento em que o responsável pela Marinha de Guerra, Alessandro Busonero, diz que os movimentos da embarcação atrapalharam as operações de busca das vítimas.

“Há uma instabilidade do navio e por isso os socorristas não podem descer”, disse Busonero. “Os socorristas trabalharam durante toda a noite quando o navio se deslocou. As buscas foram imediatamente suspensas”, acrescentou o porta-voz dos guardas-costeiros, Filipo Marini. Os especialistas avaliam os movimentos do navio para verificar se são oscilações naturais ou se eventuais danos no casco geram o deslocamento.

A reunião de hoje envolve representantes da Marinha de Guerra, da guarda-costeira, dos bombeiros, dos agentes policiais civis e da Polícia Militar. Especialistas da Smit Salvage, a empresa holandesa que irá retirar o combustível do navio, também participam da reunião.

Desastre Natural[editar]

O Conselho de Ministros italiano decidiu hoje (20) decretar o estado de catástrofe natural na zona afetada pelo naufrágio do navio Costa Concordia, no dia 13, na costa da Toscana, na Itália.

A decisão foi confirmada pelo ministro das Relações com o Parlamento, Piero Giarda, à saída do Conselho de Ministros.

A medida “implica que todas as operações ligadas ao acidente são de interesse nacional e requerem a participação das instituições nacionais, do governo e da região”, explicou o ministro do Ambiente, Corrado Clini.

“O nível de recursos necessários será definido a partir do plano que iremos adotar”, disse Clini.

O naufrágio do Costa Concordia, que tinha a bordo mais de 4.000 pessoas quando se chocou em rochas junto à Ilha de Giglio, na região da Toscana, fez pelo menos 11 mortos. Cerca de duas dezenas de pessoas continuam desaparecidas.

As autoridades italianas temem um desastre ecológico caso comecem a sair para o mar as 2.380 toneladas de combustível, que ainda permanecem nos reservatórios do navio, que se encontra parcialmente submerso e virado.

Comissão Europeia[editar]

A Comissão Europeia quer que o naufrágio do navio Costa Concordia, há uma semana na costa da Itália, leve à revisão da legislação aplicada pela União Europeia (que reúne 27 nações) sobre segurança de passageiros. A decisão foi anunciada hoje (20) pelo comissário europeu para o setor de Transportes, Siim Kallas.

Kallas disse que o episódio envolvendo o navio Concórdia (no qual 11 corpos foram localizados e há pelo menos 20 pessoas desaparecidas) sirva para evitar a ocorrência de outros casos. “O desafio é conseguir que os recursos de segurança em navios de passageiros acompanhem os mais recentes designs e tecnologias.”

De acordo com o comissário, o processo de revisão das regras deve levar pelo menos um ano. A ideia é concentrar as atenções nas questões da estabilidade, evolução do design e tecnologia, além das ações para evacuação de navios, qualificação e treinamento das tripulações.

Histórico[editar]

O Costa Concordia naufragou na sexta-feira (13), 11 corpos foram localizados e pelo menos 20 pessoas estão desaparecidas. Na embarcação, estavam cerca de 4,5 mil pessoas, das quais 53 eram brasileiras.

De acordo com a empresa responsável pelo navio, que naufragou na região da Toscana, o acidente ocorreu devido à falha humana. O comandante da embarcação é o principal suspeito e é mantido em prisão domiciliar. O navio está encalhado e parcialmente submerso desde o último dia 13, perto da Ilha de Giglio. Cerca de 4,5 mil pessoas estavam na embarcação, das quais 53 eram brasileiras.

Na quarta-feira (18), as operações de resgate foram interrompidas e retomadas ontem (19). Porém, o mau tempo na região atrapalhou os trabalhos de socorro.

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Fontes[editar]

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