Buscas a desaparecidos em naufrágio são interrompidas temporariamente

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Agência Brasil


A Costa Concordia após naufrágio, na madrugada de 14 de janeiro.
A Costa Concordia após naufrágio, encontra-se encalhada no lado estibordo, na manhã de 14 de janeiro.
Outro lado da Costa Concordia após naufrágio, encontra-se encalhada, pedaço de pedra encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.
Detalhe da enorme pedra no Costa Concordia, encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.

18 de janeiro de 2012

Toscana, Itália — As buscas a desaparecidos do acidente com o cruzeiro Costa Concordia, que naufragou próximo à costa da Região da Toscana, na Itália, foram suspensas hoje (18) temporariamente por causa de um deslocamento do navio. Essa é a segunda vez que as equipes de resgate tem de parar as buscas por deslocamentos do navio.

O navio está apoiado sobre uma rocha e as equipes temem que ele possa escorregar e afundar ainda mais. Os trabalhos devem recomeçar assim que o navio se estabilizar.

Especialistas querem começar a esvaziar os tanques de combustível ainda hoje. O tanque tem cerca de duas mil toneladas de combustível e as chances de vazamento durante a operação são pequenas.

O Costa Concordia bateu em uma rocha próximo à Ilha de Giglio, na madrugada de sexta-feira (13). Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo do navio, sendo 53 brasileiros. Onze pessoas morreram e há mais de 20 desaparecidas, a maior parte delas de origem alemã.

Ontem, a Justiça italiana decretou a prisão domiciliar do capitão do navio, Francesco Schettino, por suspeitas de que ele tenha abandonado o navio antes de todos os passageiros deixarem a embarcação. Ele é acusado de homicídio culposo, naufrágio e abandono de navio.

A empresa dona do navio, a Costa Cruzeiros, acusou Schettino de fazer uma rota não autorizada, levando a embarcação a ficar mais próximo da costa do que deveria. Os passageiros que estavam no navio deram entrada em um processo judicial contra a empresa proprietária do Costa Concordia.

Histórico[editar]

O navio de cruzeiro Costa Concordia que levava mais de 4200 pessoas, incluindo mil tripulantes, naufragou na noite de 13 de janeiro na Ilha de Giglio, na região de Toscana, costa da Itália, após chocar num banco de areia próximo à ilha de Giglio e já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixar a embarcação em botes salva-vidas ou nadando.

O Costa Concordia havia deixado o porto de Civitavecchia, perto de Roma, para cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo, que deveria terminar em Marselha, na França, após passar por portos da Sicília, da Sardenha e da Espanha.

A Guardia Costeira (Guarda Costeira) local italiana informou descolocu no local e informou ter encontrado nacionalidades das três pessoas mortas na tragédia: dois passageiros franceses e um tripulante peruano.

Um comissário do navio, Deodato Ordona, disse que, após o acidente, os passageiros receberam a ordem de deixar a embarcação. Segundo ele, houve dificuldades para lançar os botes salva-vidas ao mar e muitos passageiros pularam e nadaram os cerca de 400 metros de distância até a terra firme.

Já na manhã do dia 14 de janeiro, a posição do navio que ficou parcialmente naufragrado. No mesmo dia, o capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, de 52 anos, foi detido pela polícia italiana para interrogatório, enquanto a polícia italiana investiga como ocorreu o acidente, apesar das condições tranquilas do mar no momento do acidente.

O capitão negou hoje (15) as acusações de que ter deixado a embarcação sem prestar auxílio aos outros ocupantes e afirmou que só deixou o navio após terminar o processo de evacuação. Ele está sendo investigado sob a acusação de homicídio e de não prestar auxílio aos passageiros.

Em entrevista transmitida pela TV italiana antes de ser detido, Schettino foi questionado se seguiu a regra máxima de que "o capitão é o último a deixar o barco". "Fomos os últimos a deixar o navio", ele respondeu às autoridades policiais. O capitão disse ainda que, de acordo com as informações de que dispõe, as rochas que provocaram a ruptura do casco do navio e seu afundamento não teriam sido detectadas pelo sistema de navegação automática da embarcação. Segundo ele, as cartas náuticas não indicariam a presença de rochas no local. "Não deveríamos ter tido esse impacto."

O presidente da Costa Crociere, empresa operadora do navio, Gianni Onorato, disse que o capitão teria feito uma manobra com a intenção de proteger os passageiros e os tripulantes, mas que ela não foi bem sucedida por causa da rápida inclinação do navio após o impacto.

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Fonte[editar]

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