Operações de resgate são suspensas após deslocamento e possibilidade de vazamento do Costa Concordia na Itália

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Agência Brasil


A Costa Concordia após naufrágio, encontra-se encalhada no lado estibordo, na manhã de anteontem (14 de janeiro).
Outro lado da Costa Concordia após naufrágio, encontra-se encalhada, pedaço de pedra encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.
Detalhe da enorme pedra no Costa Concordia, encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.

16 de janeiro de 2012

As operações de busca a pessoas que permanecem desaparecidas após o naufrágio do navio de cruzeiro Costa Concordia, que tombou parcialmente na região italiana da Toscana depois de bater em um rochedo, foram suspensas temporariamente hoje (16).

De acordo com o comandante dos mergulhadores da Guarda Costeira, Rodolfo Raiteri, o mar agitado devido ao mau tempo na região provocou um deslocamento de nove centímetros do navio e as equipes foram retiradas do local.

Seis corpos já foram encontrados e cerca de 15 pessoas estão desaparecidas. As caixas-pretas do navio começaram a ser analisadas e as primeiras avaliações indicam que a embarcação estava a menos de 150 metros da terra firme. Também há indicações de que a Guarda Costeira só foi informada do acidente pela tripulação cerca de uma hora depois da colisão com o rochedo.

Vazamento[editar]

O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, está receoso quanto à possibilidade de um desastre ecológico devido ao naufrágio do navio Costa Concordia, perto da Ilha de Giglio, na Toscana. O temor se baseia na possibilidade de vazar óleo combustível dos reservatórios da embarcação, considerando os abalos ocorridos no casco do navio.

“Esse tem sido o nosso pesadelo”, disse o ministro. "O navio está com os tanques cheios de combustível. É um combustível denso e pesado, que pode se sedimentar no fundo e isso seria um desastre."

Segundo o ministro, o combustível pode se dispersar-se no mar, contaminando a costa, prejudicando a fauna marinha e a alimentação dos pássaros. "Estamos preparados para intervir em caso de vazamento para o mar", disse Clini, lembrando que o casco do navio sofreu danos graves.

Porém, o ministro ressaltou que “a prioridade é salvar os eventuais sobreviventes e começar a esvaziar [neste momento] os tanques é perigoso". Clini destacou ainda que já existem regras estabelecidas sobre a passagem de grandes embarcações pela costa italiana. Para ele, não é necessário aumentar o rigor.

"A medida de prevenção será provavelmente associar a gestão dessas rotas às boas práticas. A ideia é unir os objetivos de proteção do ambiente já previstas", disse o ministro. O navio Costa Concordia naufragou na última sexta-feira (13). Havia 4,5 mil pessoas a bordo, das quais 53 eram brasileiras. Todos os brasileiros sobreviveram. Pelo menos seis pessoas morreram.

Erro[editar]

A empresa Costa Cruzeiros, responsável pelo navio Costa Concordia que naufragou na região italiana da Toscana, admitiu que o capitão Francesco Schettino cometeu erros. No acidente, cinco pessoas morreram, 15 ainda estão desaparecidas e mais de 60 pessoas ficaram feridas. As equipes de socorro têm poucas esperanças de encontrar outros sobreviventes. Todos os 53 brasileiros a bordo, segundo o Itamaraty, sobreviveram.

O procurador Francesco Verusio, encarregado das investigações, disse que a rota do navio estava errada. Segundo ele, o capitão da embarcação “aproximou-se de forma imprudente” da Ilha de Giglio. A empresa responsável pelo navio informou que o comandante, no passado, cometeu erros que “tiveram consequências graves”. A Justiça da Itália determinou a prisão de Schettino e de seu adjunto, acusados de homicídio múltiplo, naufrágio e abandono de navio bem antes da retirada dos passageiros.

As autoridades italianas avançam ainda nas investigações para tentar descobrir as causas do acidente. As caixas-pretas do navio começaram a ser analisadas e as primeiras avaliações indicam que a embarcação estava muito próxima da costa – menos de 150 metros da terra firme. Também há indicações de que a Guarda Costeira só foi informada do acidente pela tripulação cerca de uma hora depois da colisão com o rochedo.

Os primeiros relatos revelam detalhes sobre o momento do naufrágio. Segundo testemunhas, houve briga para o acesso aos coletes salva-vidas e parte da tripulação não estaria preparada para orientar os passageiros. Os diversos idiomas a bordo também dificultaram a comunicação na hora da evacuação do barco.

Desaparecidos[editar]

Na madrugada de hoje (16) mais dois corpos foram localizados. Os cadáveres de dois homens idosos, um italiano e um espanhol, foram descobertos próximos da cozinha de um dos restaurantes do navio, vestidos com coletes salva-vidas. As outras três vítimas eram dois passageiros franceses e um tripulante peruano.

As autoridades italianas atualizaram na noite de hoje (16) para 29 o número de desaparecidos no naufrágio do cruzeiro Costa Concordia. Pelo menos seis pessoas morreram no incidente com o navio, que transportava 4,2 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes. Até então as autoridades trabalhavam com o número de 16 desaparecidos. O Itamaraty confirmou que 57 brasileiros, turistas e funcionários, viajavam no cruzeiro. Todos foram resgatados com vida.

As autoridades também podem declarar estado de emergência, já que cerca de 2,4 mil toneladas de combustível poderiam vazar do navio, causando um grande impacto ambiental na costa da Toscana. O chefe da Guarda Costeira local, Marco Bruso, disse que ainda há uma "ponta de esperança" de encontrar sobreviventes, mas reconheceu que as chances são pequenas.

A maioria dos passageiros era dos Estados Unidos, da Alemanha, França e Itália. A embarcação havia deixado o porto de Civitavecchia na manhã de sexta-feira para um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo.

Histórico[editar]

Mais de 4,2 mil pessoas, de 60 nacionalidades, das quais 53 eram brasileiros estavam a bordo na hora do acidente na noite de sexta (13) para sábado (14). A maioria dos passageiros era formada por italianos, franceses e alemães. Dos 53 brasileiros, 47 eram passageiros e seis tripulantes. Segundo o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, todos os brasileiros sobreviveram.

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Fontes[editar]

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