Buscas a 21 desaparecidos em acidente com navio são retomadas

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Agência Brasil


A Costa Concordia após naufrágio, na madrugada de 14 de janeiro.
A Costa Concordia após naufrágio, encontra-se encalhada no lado estibordo, na manhã de 14 de janeiro.
Outro lado da Costa Concordia após naufrágio, encontra-se encalhada, pedaço de pedra encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.
Detalhe da enorme pedra no Costa Concordia, encravada no casco do navio, na manhã de 14 de janeiro.

19 de janeiro de 2012

Ilha de Giglio, Toscana, Itália — As buscas aos desaparecidos no acidente com o navio de cruzeiro Costa Concordia foram retomadas hoje (19) de manhã. As buscas foram interrompidas durante quase toda a quarta-feira (18) devido a uma movimentação do navio que está apoiado em uma rocha.

O Costa Concordia bateu na rocha na madrugada de sexta-feira (13) para sábado (14), próximo à Ilha de Giglio, na região da Toscana, na Itália. Onze pessoas morreram e 26 estão desaparecidas, segundo balanço provisório das autoridades italianas.

O porta-voz da guarda costeira italiana informou que os mergulhadores vão usar explosivos para chegar ao interior do navio. Entre as dificuldades enfrentadas pelos mergulhadores estão móveis e portas partidas, espalhadas por vários lugares e corredores transformados em poços.

Há possibilidade de o combustível do navio começar a ser retirado ainda hoje. Cerca de 2,4 mil toneladas de óleo estão dentro do tanque e é preciso aquecer o combustível para que ele possa ficar mais líquido e ser facilmente retirado. De acordo com especialistas, essa operação poderá durar algumas semanas.

Idenizações[editar]

A empresa proprietária do navio Costa Concórdia, que naufragou próximo à Ilha de Giglio, na costa da Toscana, na Itália, informou hoje (19) que manteve contato com todos os passageiros do cruzeiro para saber se voltaram para suas casas e o estado de saúde de cada um deles. A empresa comunicou que vai reembolsar o valor do cruzeiro e todas as despesas materiais associadas a ele. Os passageiros que estavam no navio deram entrada em um processo judicial contra a empresa proprietária do Costa Concordia.

Francesco Schettino[editar]

O capitão do navio, Francesco Schettino, está em prisão domiciliar desde terça-feira (17). Ele é acusado de homicídio culposo, naufrágio e abandono de navio. Há suspeitas de que ele tenha abandonado o navio antes de todos os passageiros deixarem a embarcação.

A empresa dona do navio, a Costa Cruzeiros, acusou Schettino de fazer uma rota não autorizada, levando a embarcação a ficar mais próximo da costa do que deveria.

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Fontes[editar]

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