Moçambicanos fogem para o Malawi

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Moçambique.
Malawi.

Agência VOA

Imprensa do Malawi diz que fogem a confrontos entre o exército e homens da Renamo.

23 de julho de 2015

Um número crescente de cidadãos moçambicanos está a chegar ao vizinho Malawi por causa de confrontos entre forças governamentais e da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). A revelação foi feita pela imprensa do país vizinho, enquanto as autoridades de Moatize dizem que vão investigar.

As autoridades de Moatize, no distrito fronteiriço de Tete, estão a investigar a fuga da população para o vizinho Malawi devido a confrontos militares entre o exército e homens da Renamo. A imprensa malawiana garante que centenas de famílias moçambicanas, incluindo crianças, deixaram o país nos últimos dias.

“Estamos a fazer um levantamento para ver se realmente quem está a fugir para aquele país porque ao que nos apercebemos é que os malawianos é que estão a regressar”, disse Elsa da Barca, administradora de Moatize, adiantando que uma comissão será despachada para aquele país.

A imprensa malawiana avançou esta semana que um alerta de segurança foi activado no distrito de Mwanza, depois de receber 678 moçambicanos, entre as quais 415 crianças, à procura de refúgio no país devido a crescentes hostilidades em Moçambique.

Segundo a imprensa, o comissário do distrito de Mwanza, Gift Rapozo, afirmou que a população refugiada vem das regiões de Mkondezi e Monjo, no distrito de Moatize e de parte de Angónia, onde recentemente foram registados vários confrontos entre as partes beligerantes.

Ainda segundo relatos dos jornais, a maioria dos refugiados, que entram naquele país violando as fronteiras simplificadas de Neno e Chikhwawa, foram acampados em Kasipe II, e estão a enfrentar problemas de abrigo e fome.

“Eles (o Governo malawiano) também não sabem, se a população que entra é malawiana ou moçambicana. Eles estão a fazer o mesmo trabalho que nós agora” reiterou Elsa da Barca, sustentando que por ser uma região fronteiriça geralmente se confunde a população dos dois países.

Nos finais de Junho, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, confirmou ter autorizado a emboscada as Forças de Defesa e Segurança para evitar uma nova movimentação da sua base em Moatize e propôs uma investigação parlamentar para apurar as causas do incidente.

Dhlakama afirmou, na altura que o contacto entre as duas forças ocorreu a três quilómetros da sua base, tendo sido contabilizadas 45 baixas da tropa estatal, contra um morto do número oficial anunciado pelo Governo.

O líder da Renamo ameaçou retaliar qualquer ataque militar do Governo, mas até agora desconhecem-se novos desenvolvimentos.

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