Morre aos 85 anos, comediante Roberto Bolaños, o Chespirito

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Agência Brasil

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28 de novembro de 2014

O comediante e humorista mexicano Roberto Gómez Bolaños, conhecido como "Chespirito", criador dos personagens Chaves e Chapolin Colorado, morreu nesta sexta-feira em sua casa em Cancún, (no Estado de Quintana Roo), no leste do México aos 85 anos de idade, confirmaram seus familiares, porém não disseram as causas precisas da morte. Gómez Bolaños nasceu em 21 de fevereiro de 1929, na Cidade do México. Embora estudasse engenharia na Universidade Nacional Autônoma do México, alcançou reconhecimento internacional como escritor, produtor e estrela de várias séries cômicas (sitcoms) como El Chavo del 8 y El Chapulín Colorado.

Homenagem ao personagem Chapolin Colorado em uma corrida de maratona (2008).

Seu famoso apelido provêm da transformação do apelido do escritor inglês William Shakespeare. Foi o diretor Agustín P. Delgado, que nomearia à Gómez Bolaños desta forma considera-lo um "Shakespeare pero en chiquito" ("Shakespeare, porém pequeno", em espanhol). El Chavo del Ocho alcançou grande sucesso na América Latina (incluindo Brasil e em outras partes do mundo. É conhecido também por dar vida a personagens como El Chavo, El Chapulin Colorado, El Chanfle ou Chómpiras, entre muitos outros.

Bolaños iniciou sua carreira como criativo publicitário, trabalhando em rádio e televisão. Durante a década de 1950, desempenhou como roteirista. Entre 1960 e 1965, escreveu roteiros para dois dos mais famosos programas da época: "Cómicos y Canciones" e "El Estudio de Pedro Vargas". No início das transmissões da Television Independiente de México em 1968, Bolaños foi chamado como escritor com a oferta de empregar o seu desejo média hora semanal. Assim iniciou formalmente sua carreira como ator com o programa "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada".

Em 1970, a estação estendeu seu horário a uma hora e em um programa próprio. O denominou Chespirito e foi de onde nasceu o personagem de Chapulín Colorado. Um ano depois, apareceu o Chavo. Após o sucesso de ambos personagens, o programa se dividiu em dois. Assim mesmo, criou outros personagens como Chómpiras, o Doctor Chapatín, Vicente Chambón e Chaparrón Bonaparte.

Nos programas incluíu os atores como Carlos Villagrán, Ramón Valdés, Florinda Meza, Rubén Aguirre, Édgar Vivar, Angelines Fernández, Raúl Padilla, Horacio Gómez Bolaños e María Antonieta de las Nieves, que também alcançaram a fama internacional. Posteriormente, em 1980, os personagens voltaram a reunir em um solo programa, que permaneceu no ar até 1995. Também protagonizou filmes mexicanos, escritos e atuações por ele mesmo como El Chanfle e El Chanfle 2, Don Ratón y Don Ratero, Charrito e Música de Viento. No teatro atuou vários anos na obra 11 y 12.

Em 2004, Bolaños se casou com Florinda Meza, atriz que interpretou a personagem Doña Florinda ("Dona Florinda") en El Chavo del Ocho. Ele deixa seis filhos de seu primeiro casamento, com Graciela Fernández.

Desde 2009, sua saúde começou a piorar por problemas de diabetes e enfisema pulmonar. Em 2012, ele recebeu uma homenagem de parte de 17 países da América, que comemoraram sua carreira.

El Chavo del Ocho (maior sucesso de Bolaños) começou a ser produzido em 1971 e teve sete temporadas, foi transmitido nos anos seguintes, com sucesso em diversos países da América Latina. No Brasil, entre seus programas mais conhecidos estão títulos em português de Chaves (El Chavo del Ocho) e Chapolin Colorado (El Chapulin Colorado). Ambos programas são transmitidos pela rede de televisão brasileira SBT há 30 anos (desde 1984), que fez tanto sucesso que até hoje está na grade de programação da rede (segundo os críticos de TV, as séries mexicanas são usadas como tapa-buraco na programação da rede quando ocorre queda de pontos de audiência, cuja perda da emissora atingiu cerca de 70% só na década passada).

Reações

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, divulgou nota sobre o falecimento do Roberto Bolaños:

Lamento profundamente el fallecimiento de Don Roberto Gómez Bolaños, "Chespirito". Mis condolencias a su familia. México ha perdido a un ícono, cuyo trabajo ha trascendido generaciones y fronteras.
(Lamento profundamente o falecimento de Don Roberto Gómez Bolaños, "Chespirito". Minhas condolências à sua família México havia perdido um ícone, cujo trabalho já transcendido gerações e fronteiras.)

Enrique Peña Nieto

Por seu lado, a rede de televisão Televisa, divulgou em um comunicado à imprensa:

Televisa lamenta el sensible fallecimiento de Don Roberto Gómez Bolaños, 'Chespirito', figura imprescindible de la TV mexicana.
(Televisa lamenta a sensível falecimento de Don Roberto Gómez Bolaños, 'Chespirito', figura imprescindível da TV mexicana.)

Televisa

Fontes

Na Wikipédia há um artigo sobre Roberto Gómez Bolaños.