Wikipédia é premiada com o Prêmio Princesa das Astúrias de Cooperação Internacional 2015

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Logotipo da enciclopédia livre.
Emblema do prêmio.

17 de junho de 2015

Oviedo, Espanha — A enciclopédia em linha (online) Wikipédia, projeto irmão do Wikinotícias que contém 37 milhões de artigos escritos em 288 línguas, foi premiada com o Prêmio Princesa das Astúrias de Cooperação Internacional.

O jurado da fundação espanhola destacou o "crescimento contínua" da comunidade online, criada em 2001, em comparando-a com o "espírito enciclopédista do século XVII", porque o seu "modelo democrático, aberto e participativo, no que colaboram de desinteressadamente milhares de pessoas de todas as nacionalidades, já consegue por em alcance a todos o mundo o conhecimento universal".

O projeto da enciclopédia livre nasceu em 15 de janeiro de 2001, quando o empresário americano (ou estadounidense) Jimmy Wales promoveu o portal como complemento da Nupedia, com ajuda do filósofo Larry Sanger. Wales e Sanger desenvolveram juntos este primeiro embrião, que deixou de funcionar em 2003, ofuscada pelo sucesso da Wikipédia. O site controlado a partir de então pela Fundação Wikimedia, se encontra entre as dez webs mais visitadas da internet.

O jurado, presidido pelo ex-ministro da Educação e da Defesa espanhol Suárez Pertierra, definiu o projeto como um "importante exemplo de cooperação internacional" e assegura que se trata "um valor seguro e do futuro que mescla a modernidade e a incorporação às novas tecnologias". O ex-Primeiro Ministro português Pinto Balsemão, também membro do júri, destaca que premia "à sociedade civil, não a uma instituição oficial, sendo a algo criado pelos cidadãos".

A enciclopédia, que já aspirou ao galardão em 2014 e esteve entre os favoritos, tem cerca de 500 milhões de visitantes únicos por mês e mais de 25 milhões de utilizadores (ou usuários) registrados, dos quais 73.000 são editores ativos. Doze de seus capítulos, entre eles a Wikipédia em espanhol, mais de um milhão de artigos, mas também se pode ler textos em línguas indígenas, concebidas o Esperanto ou mortas como o Latim. "Vamos assistir a um auge de idiomas pequenos. Terá um impacto no mundo, vamos a dedicar muita atenção para apoiar-lo", asegurava Wales em entrevista concedida em maio deste ano, em que sinalizou a necessidade de simplificar a edição das entradas como um dos principais desafios.

O prêmio, que é dotado com 50.000 euros e é concedido para aqueles "cujo trabalho em áreas como a saúde pública, a universalidade da educação, a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento social e econômico constituíra uma contributo relevante a nível internacional", optavam outras vinte e três candidaturas dos dez países. Entre os aspirantes figuravam, por exemplo, a Unesco, as Forças Armadas da Espanha e da Agência Espacial Europeia. No ano passado ganhou o prêmio a Fundação Fullbright, promotora de um programa de bolsas de estudo internacionais.

Fontes

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