Suicidas atacaram duas mesquitas com explosivos em Sanaa, Iémen

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Vista de Sanaa.
Minarete em Sanaa.
Foto: Franco Pecchio.

21 de março de 2015

Sanaa, Iémen(PT) ou Iêmen(BR) — Em Sanaa, capital do Iémen(em Portugal) ou Iêmen(no Brasil), duas mesquitas xiitas foram atacados por suicidas (homens-bomba) com explosivos escondidos nas vestimentas muçulmanas atados ao corpo, matando mais de 100 e ferindo outros 300. Os ataques ocorreram ontem, durante às orações do meio-dia na sexta-feira sagrada para os muçulmanos (equivalente aos sábados para os judeus e domingos aos cristãos), que é domingo para os islâmicos, quando tradicionalmente reúne os mais fiéis. Os ataques ocorreram na mesquita e Badr al-Hasuus, em lados opostos da cidade, realizados por quatro homens-bomba, embora se afirme que sejam dois.

Segunda a televisão, sob o controle dos rebeldes xiitas, informou que os ataques mataram 137 e deixaram outros 345 feridos. Autoridades médicas disseram anteriormente que os ataques mataram pelo menos 46 e feriram outras 100. Já a agência francesa France Press, transmitida por funcionários do Ministério da Saúde iemenita, de que o ataque matou pelo menos 77 pessoas.

Os ataques foram direcionados contra as mesquitas, que eram usadas por partidários do movimento rebelde Houthi, com apoio do ex-presidente Ali Abdullah Saleh (que governou na antiga porção Norte do país, de 1978 a 1990 e com a reunificação do país com antiga porção Sul de 1990 a 2011, totalizando 32 anos no poder).

Hoje o movimento rebelde Houthi controla além da capital Sanaa, quase toda antiga porção Norte, incluindo poucos territórios da antiga porção Sul, obrigando o presidente eleito Abd Rabbuh Mansur al-Hadi e seus partidários a se mudar para Áden, no sul.

Mohammed al-Bukhaiti, um político Houthi, acusou o grupo terrorista Al Qaeda na Península Arábica (AQPA, ligada à rede terrorista Al-Qaeda) de ser responsável pelo ataque. Já os partidários de Saleh também foram acusados ​​por um conselheiro político iemenita, Mohamed Qubaty, que chamou os ataques de "conspiração para expandir o cisma entre [muçulmanos] sunitas e zaidistas". O zaidismo é o ramo do Islã, baseado em islamismo xiita, seguido por Houthis.

No entanto, a AQPA, versão da Al-Caeda que está centralizada em Iêmen, negou qualquer responsabilidade dos atentados contra as mesquitas, em sites islâmicos e nas redes sociais, salientando a directiva dos seus líderes é não atacar mesquitas e mercados, geralmente frequentados por civis.

Porém, o grupo terrorista muçulmano sunita Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, de acordo com as contas mantidas pelo grupo no Twitter, que afirmam serem ligados ao grupo terrorista, o que seria segundo ataque do grupo. A organização terrorista montou base no Iémen no ano passado e em novembro, realizou seu primeiro ataque no país, até então, não era conhecida a presença desses terrorista e nem ter feito qualquer tentativas anteriores de atentados.

O porta-voz do Governo dos Estados Unidos, a Casa Branca, Josh Earnest, disse que a reivindicação do anúncio do grupo responsável pelos ataques não pôde ser confirmada, ao levantar a possibilidade de que esse reivindicação poderia ser usado como propaganda.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou os ataques e apelou para o fim das hostilidades, ao pedir moderação.

Fontes

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