ONU condena golpe em Honduras e pede retorno imediato de Zelaya

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Agência Brasil

30 de junho de 2009

Brasília, Brasil

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou hoje (30), por aclamação, uma resolução condenando o golpe de Estado que depôs o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Os 192 países membros das Nações Unidas pedem a “imediata e incondicional” restauração do governo, para que Zelaya possa concluir o mandato para o qual foi eleito democraticamente.

No texto, a ONU também pede que os países não reconheçam nenhuma outra autoridade que não seja o presidente Zelaya, democraticamente eleito, detido no último domingo por um grupo de militares, horas antes de o país iniciar um plebiscito sobre a possibilidade de incluir, nas eleições gerais de 29 de novembro, consulta sobre a instalação de uma Assembleia Constituinte para reformar a Constituição do país. Também é afirmado que o golpe de estado interrompeu a ordem democrática e constitucional e o exercício legítimo do poder em Honduras.

A consulta pública foi considerada inconstitucional pelo Parlamento e pela Suprema Corte de Honduras e as Forças Armadas se recusaram a dar apoio logístico ao plebiscito. O presidente foi expulso do país e, em seu lugar, assumiu o chefe do Legislativo e colega de Zelaya no partido Liberal, Roberto Micheletti.

Zelaya, que estava na Costa Rica, viajou hoje aos Estados Unidos para expressar repúdio, na ONU e na Organização dos Estados Americanos (OEA), à ação militar que o derrubou da presidência de Honduras. O assunto será tratado hoje pela Assembleia geral da OEA em sessão extraordinária, em Washington.

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