Morre aos 91 anos, o bispo brasileiro d. Tomás de Goiás

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Tomás Balduíno

5 de maio de 2014

Brasil — Morreu ontem a noite (5) aos 91 anos, o frade dominicano e bispo emérito da cidade de Goiás, Paulo Balduino de Sousa Décio, mais conhecido como dom Tomás Balduíno. Ele estava internado desde 24 de abril no Hospital Neurológico, em Goiânia, capital de Goiás, onde enfrentava câncer de próstata e problemas cardíacos, que o obrigavam a usar um marca-passo há vários anos, mas teve trombo-embolia pulmonar depois de ficar uma semana internado.

Segundo nota do hospital, as doenças do câncer de próstata e problemas cardíacos o obrigava a usar marca-passo para controlar os batimentos cardíacos e que apesar disso, o quadro evoluiu para trombo-embolia pulmonar. Já a nota divulgada pela Pastoral, Tomás Balduíno, além divulgar causas da morte, afirmou que o bispo morreu às 23h30 de ontem, divulgou a extensa biografia dele.

Os parentes do bispo organizaram cerimônia de sepultamento no interior da catedral Nossa Senhora de Santana, também em Goiânia. Ele foi enterrado às 12h30 desta segunda-feira (5).

Em 1957, foi nomeado superior da missão dos dominicanos da Prelazia de Conceição do Araguaia (Pará), onde começou a conviver com a realidade de indígenas e camponeses. Na época, a Pastoral da Prelazia acompanhava sete grupos indígenas. Para desenvolver um trabalho mais eficaz com os índios, fez mestrado em antropologia e linguística na Universidade de Brasília, que concluiu em 1965. Estudou e aprendeu a língua dos índios Xicrins, dos grupos Bacajá e Kayapó.

Em 1965, foi nomeado prelado de Conceição do Araguaia. Na região atuou para impedir a invasão de áreas indígenas e a expulsão de pequenos camponeses por parte de grandes empresas agropecuárias.

Foi nomeado bispo da Cidade de Goiás em 1967, onde permaneceu durante 31 anos, até 1999. Ao completar 75 anos, renunciou e mudou-se para Goiânia. Seu ministério episcopal coincidiu, a maior parte do tempo, com Regime Militar (1964-1985), na qual ele se opôs.

Dom Tomás teve papel importante na criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975. Foi presidente do CIMI, de 1980 a 1984, e presidente da CPT, de 1999 a 2005.

Fontes[editar]

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