Morre aos 77 anos, o Presidente da Zâmbia, Michael Sata

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Michael Sata em 2013.

Agência Brasil

Agência VOA

29 de outubro de 2014

Morreu ontem aos 77 anos de idade, o presidente de Zâmbia, Michael Sata, Chefe de Estado desde 2011. Sata morreu em Londres (Inglaterra, Reino Unido), no Hospital Edward VII, onde estava em tratamento há uma semana, vítima de doença não revelada, cuja notícia da morte só foi revelada hoje.

Há algum tempo, comentava-se que Michael Sata estava gravemente doente (o presidente não era visto em público desde o seu regresso da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas no mês passado, onde, contrariando planos prévios, não discursou). Há uma semana, Sata foi para Londres em busca de tratamento.

Governo Michael Sata[editar]

Michael Sata deixa um legado politicamente considerado controverso marcado pela nomeação de um branco de origem britânica como vice-presidente num país de maioria negra.

Os seus pares chamados revolucionários da África Austral, com Robert Mugabe do Zimbábue à liderança, consideravam Sata como traidor da revolução contra a dominação branca na África, mas o veterano politico zambiano manteve a sua posição até à morte.

Zondante Sakala, jornalista zambiano baseado na África do Sul, diz que Michael Sata deixa um legado primário de trabalhador exigente e duro. Sakala explica que o antigo presidente era popularmente conhecido por ser exigente e despedia chefes preguiçosos no local de trabalho à vista de todos. Segundo o jornalista, politicamente era difícil enfrentar Sata, mesmo no tempo de partido único dirigido por Kenneth Kaunda, primeiro presidente da Zâmbia.

Por isso e muito mais, o jornalista sul-africano, Efraimo Khumalo diz que a África perdeu um líder cujo legado deve ser preservado para sempre.

Governo Guy Scott[editar]

O vice-presidente em questão é Guy Scott, foi nomeado hoje (29) chefe de Estado interino, em substituição do presidente falecido.

Scott é o primeiro líder branco a assumir o poder na África desde Frederik de Klerk, que governou a África do Sul de setembro de 1989 a maio de 1994. De Klerk foi substituído por Nelson Mandela, primeiro governante negro do país.

Segundo o ministro da Defesa e Justiça, Edgar Lungu, Scott ocupará o cargo até as eleições, que provavelmente se realizarão em um prazo de 90 dias. O anúncio evita uma possível crise constitucional, já que Lungu e Scott poderiam disputar o poder.

Lungu, membro poderoso do partido Frente Patriótica, foi nomeado presidente interino por Sata quando este partiu para o Reino Unido em busca de tratamento médico.

O presidente interino e o ministro Lungu pertencem a fações rivais dentro do partido que está no poder. No entanto, Scott, de 70 anos, não é elegível para o cargo de presidente devido às regras de parentesco com estrangeiros impostas pela Constituição de 1996 da Zâmbia.

Sata é o segundo presidente zambiano a morrer de doença em pleno exercício de um total de cinco chefes de Estado desde a independência do país em 1964. O primeiro a morrer foi Levy Mwanawasa aos 59 anos por acidente vascular cerebral em 2008 (ver Notícia Relacionada).

Zâmbia ajudou Angola e Moçambique[editar]

País do interland, ou seja sem ligação directa com o mar, Zâmbia é conhecida como palco de acordos de paz para dois países da língua portuguesa, nomeadamente Moçambique e Angola.

Foi na capital zambiana que foi assinado, em Setembro de 1974, o acordo de Lusaka que culminou com a independência de Moçambique em 1975.

Lusaka acolheu igualmente o acordo de paz entre o Governo angolano e a Unita e a liderança exilada do ANC (ou CNA) sul-africano no tempo do apartheid na África do Sul.

Notícia Relacionada[editar]

Fontes[editar]

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