Meghan Markle vence processo judicial contra a Associated Newspaper, que publica o conhecido tabloide Daily Mail

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12 de fevereiro de 2021

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Meghan Markle, esposa do Príncipe Harry, saiu vitoriosa ontem de um tribunal de Londres - se bem que estivesse apenas representada por seus advogados - após uma luta de mais de 16 meses contra os tabloides britânicos do grupo Associated Newspapers, que inclui um dos tabloides mais lidos no Reino Unido, o The Daily Mail.

O processo judicial havia iniciado em meados de 2019, quando no então website do casal, o Royal Sussex, foi anunciado que "Sua Alteza Real, a Duquesa de Sussex, entrou com uma ação contra a Associated Newspapers sobre o uso indevido de informações privadas, violação de direitos autorais e violação da Lei de Proteção de Dados 2018". A gota da água para a ação, após meses de publicações negativas sobre a duquesa - que muitos creditam, na verdade, ao racismo, já que ela é filha de uma mulher afrodescendente - foi a publicação de partes de uma carta que Meghan havia escrito ao pai, Thomas Markle, antes de seu casamento em 2018.

Ontem, após vencer, Meghan distribuiu um comunicado a veículos de imprensa selecionados, que não façam parte do Royal Rota, no qual escreveu que "após dois longos anos de litígio, sou grata aos tribunais por responsabilizarem a Associated Newspapers e o The Mail on Sunday por suas práticas ilegais e desumanas. Essas táticas (e as de suas publicações irmãs Mail Online e Daily Mail) não são novas; na verdade, elas vêm acontecendo há muito tempo, sem consequências. Para esses pontos de venda, é um jogo. Para mim e tantos outros, é a vida real, relacionamentos reais e uma tristeza muito real. O dano que eles causaram e continuam a causar é profundo. O mundo precisa de notícias confiáveis, verificadas e de alta qualidade. O que o The Mail on Sunday e suas publicações parceiras fazem é o oposto. Todos nós perdemos quando a desinformação vende mais do que a verdade, quando a exploração moral vende mais do que a decência e quando as empresas criam seu modelo de negócios para lucrar com a dor das pessoas".

Os britânicos e o racismo

O relacionamento do casal ainda era apenas um rumor quando a Casa Real, no final de 2016, emitiu um comunicado criticando os comentários racistas contra a então atriz - foi com este comunicado que a Casa Real, inclusive, acabou oficializando o namoro dos dois. Após o nascimento do filho do casal, Archie, em maio de 2019, um radialista da BBC chegou a ser demitido ao comparar o bebê a um chimpanzé.

Em janeiro de 2020, após o casal comunicar que não faria mais parte da Família Real em tempo integral, a professora de jornalismo Afu Hirsch publicou um artigo no The New York Times chamado Black Britons Know Why Meghan Markle Wants Out (Negros britânicos sabem por que Meghan Markle quer ir embora), criticando o “tratamento racista” que a imprensa local dedicou à Duquesa e o papel da Monarquia britânica como “centro simbólico do establishment" construído com base em uma "doutrina de supremacia branca”.

Segundo levantamento de diversos veículos de imprensa, Meghan foi retratada muito mais negativamente nos dois anos que fez, oficialmente, parte da Família Real, no tempo compreendido entre seu noivado até março de 2020, quando começou a Spring Trasition, do que sua cunhada Kate Middleton.

O Royal Rota

No website Royal Sussex, na seção Media, onde explicam como passariam a lidar com a imprensa após o Spring Transition, o casal anunciou que deixaria o sistema Royal Rota, adotado há mais de quatro décadas pela Casa Real como principal estratégia de relacionamento com os veículos de imprensa britânicos, através do qual representantes da mídia britânica passaram a poder cobrir com exclusividade as atividades da Família Real para depois redistribuir o material. Os principais meios beneficiados pelo Rota eram o The Daily Express, The Daily Mail, The Daily Mirror, The Evening Standard, The Telegraph, The Times, The Sun, que segundo o casal, distribuíam reportagens incorretas frequentemente.

Segundo Harry e Meghan, ao deixar o Rota Royal eles passariam a colaborar apenas com a imprensa que faz "reportagens precisas e honestas", entre as quais citaram os jornais e revistas "Time Magazine, National Geographic, The Daily Telegraph e British Vogue e outras".

A Spring Transition

A Spring Transition (Transição da Primavera) é um período, que vai de março de 2020 a março de 2021, estipulado pela Rainha Elizabeth para que Harry e Meghan decidam se realmente deixarão de cumprir agenda integralmente junto à Família Real.

O plano foi anunciado em final de fevereiro de 2020, após o casal ter anunciado em janeiro anterior que deixaria de cumprir as atividades de forma integral e passaria a residir, uma parte do ano, na América do Norte - moravam provisoriamente no Canadá então, mas se mudaram para os Estados Unidos em março de 2020.

A decisão de adotar um tempo de transição foi da Rainha Elizabeth e do Príncipe Charles, após diversas reuniões e conversas, que incluíram Harry e seu irmão William, que concluíram que o casal não poderia trabalhar apenas parcialmente para a Família Real britânica.

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