Marcos Mundstock morre aos 77 anos

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Marcos Mundstock em 1987.
Foto: Les Luthiers.

22 de abril de 2020

Marcos Mundstock, integrante de Les Luthiers, morreu aos 77 anos en Buenos Aires, (capital da Argentina). Estava enfermo de cáncer há mais de um ano.

Mundstock nasceu em Santa Fé em 25 de maio de 1942, era filho de judeus poloneses. Seu pai, proveniente da cidade de Rava Ruska, então área de Galitzia que posteriormente foi anexada à Ucrânia, emigrou para Argentina em 1930. Sua mãe chegou ao país sul-americano um ano antes proveniente da mesma área e um conhecido em comum os pôs em contato e se casaram em Rosário, onde nasceu a primeira filha do casamento, posteriormente se mudaram para Santa Fé.

Realizou estudos de locução profissional, chegando a ter a habilitação para esse fim. Além disso, foi publicitário, ator e humorista. A vocação de humorista lhe despertou enquanto estudava seu ensino médio, fazendo rir a seus colegas realizando eventos por fora do protocolo dos atos escolares, o que causava a irritação dos seus docentes. Além disso iniciou estudos da engenharia, mas que acabou sem concluiu, porém lhe deu base para que ralizaria depois. O que nunca pôde estudar música foi por razões econômicas em sua família que não lhe pediram comprar um instrumento, conseguiu comprar com seus primeiros trabalhos um piano, mas não tinha a constância para aprender a dominar esse instrumento.

Conheceu Gerardo Masana, estudante de Arquitetura; Jorge Maronna, de Medicina; Daniel Rabinovich, de Direito; e Carlos Núñez Cortés, de Química Biológica e juntos formaram o Les Luthiers, grupo que seria reconhecida por seu humor e música na Argentina. Quando o grupo começou a ganhar notoriedade, Mundstock deixou de estudar Engenharia e perdeu o emprego de locutor na Rádio Municipal devido ao golpe de Estado de Onganía, então se dedicou plenamente ao artístico.

Em um festival de coral universitário realizado em Tucumán, foi criado o I Musicisti, predecessor de Les Luthiers, dirigido por Masana. Realizaram uma série de atuações no Instituto Di Tella e Mundstock criou "Johann Sebastian Mastropiero", um personagem-chave em sua carreira. Em 4 de setembro de 1967, Masana, Mundstock, Rabinovich e Maronna criam Les Luthiers, e Mundstock era o encarregado dos textos e da oratória nas apresentações. Em 1970, realizaram umas apresentações em um local da área do Congresso e pela boa repercussão da mesma empresa, os contratados para atuar em Mar del Plata na temporada de verão. Nesta cidade, compartilharam palco com Nacha Guevara, que estava com ciúmes do sucesso dos músicos e em uma das funções lhe jogou um copo de vidro na cara de Mundstock, custou seis pontos sutura para ele e dois meses de prisão em suspenso para ela. Com Les Luthiers, realizou giros pela Espanha, país aonde recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias em Comunicação e Humanidades de 2017. Mas também Mundstock fez filmes, em paralelo com Les Luthiers, dando voz nos filmes Quebracho e Metegol, também apareceu em Cama Adentro e Roma Entre Otras. Na televisão, trabalhou em La Argentina de Tato e Sorpresa y Media.

Deixou os palcos em 2019 por um câncer que foi diagnosticado que finalmente provocou a sua morte hoje em dia.

Depois de mais de um ano de lidar com um problema de saúde que se tornou irreversível, Marcos, nosso parceiro e amigo, finalmente partiu. De agora em diante, cada um de nós deverá começar a transitar o doloroso caminho de aprender a conviver com sua ausência. Mas hoje não. Pensar hoje em partidas ou ausências nos faz muito triste. Hoje preferimos evocar tudo o que Marcos nos brindou e conservaremos conosco para sempre.

Comunicado oficial de Les Luthiers

Fontes[editar]

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