Forças gadafistas na Líbia tomam Bani Walid

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24 de janeiro de 2012

Bani Walid, Líbia — O conflito interno da Líbia, que parecia ser superado após a morte de Muammar el Gaddafi em outubro passado, renasce outra vez com a tomada de Bani Walid por parte das forças gadafistas como as tropas leais ao Conselho Nacional de Transição enviam reforços com fim de retomar a cidade.

O ataque, que foi precedido da desalojar do poder por agentes da CNT nesta cidade, causou cinco mortes no lado dos governadores e 30 feridos e a continuação, içaram novamente a bandeira do regime da Jamahiriya (ou Yamahiriya), dando gritos de vitória "Deus, Muammar e Líbia, Já!", se bem, os jornalistas que estavam na cidade afirmaram que não havê-las visto. Durante o curso de terça-feira, 200 anciãos se reuniram na mesquita principal da cidade anunciando um novo governo para substituir ao que regiam até o momento. Além disso, a tomada da cidade coincide com a presença de tropas dos EUA no porto petrolífero de Brega em meio a persistentes protestos da população pelo ritmo lento das reformas, a violação dos direitos humanos dos seguidores do falecido ex-líder líbio que permanecem nas prisões e a falta de controle militar do governo pró-ocidental de Trípoli.

A reação da CNT não se tardou de esperar-se, já que o oficial do Exército líbio Abdala al Bursali anunciou um ultimato para os gadafistas (ou kadafistas), na qual "se não entregarem as armas e pessoas procuradas, a última opção será a retormada militar", enquanto um porta-voz da Força Aérea do país havia informado que o governo mobilizará os aviões para recapturar a cidade.

Em meio a temores de que a Líbia retorno a uma guerra civil, o jurista Sabah al-Mujtar, indicou que a falta do controle de armas, a presença da OTAN e a luta entre as distintas facções de poder (religiosas, políticas e étnicas) faz que a "ameaça seja cada vez mais real", enquanto a analista política Laila Tajeldine, sinaliza que a luta iniciada desde fevereiro passado não é mais "um agravamento do conflito", em a qual "não há nenhuma novidade.".

Fontes[editar]

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