Estado Islâmico divulga vídeo em que mostra decapitação de 21 cristãos coptas sequestrados na Líbia

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Bandeira do Estado Islâmico (EI).

15 de fevereiro de 2015

Líbia — Um vídeo divulgado no final da tarde de hoje (hora local no centro da Europa) na internet, com cinco minutos de duração, mostra a execução por decapitação, os 21 cristãos coptas egípcios por grupo terrorista do Estado Islâmico, mortos por faca por cada um dos seus 21 carrascos encapuzados de cabeça aos pés. O vídeo mostra que eles foram decapitados em praia, atrás do Mar Mediterrâneo, local litorâneo aparentemente próximo a Trípoli, na Líbia.

Os cativos, todos mostrado que está sendo executado em macacões laranja no vídeo, foram apanhados em Sirte, uma cidade costeira na Líbia, entre os meses de dezembro e janeiro. O vídeo afirma que os cristãos foram alvo de EI por causa de sua religião.

A liquidação em massa, mostrado no vídeo, o que indica a possibilidade de que o grupo extremista que estabeleceu "califado" na Síria e no Iraque, agora feito um posto avançado direto de apenas 800 quilômetros do extremo sul da Itália.

Um dos extremistas sobre o vídeo mostra com faca ao mar e diz que a organização terrorista agora pretende "conquistar Roma", capital da Itália.

Reações[editar]

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, reagiu com indignação a divulgação do vídeo a bárbara execução dos cidadãos, já que o país concentra minoria cristã copta (12% do país) de maioria muçulmana e respondeu através da introdução de sete dias de luto nacional.

O Egito e todo o mundo estão em uma batalha feroz com grupos extremistas transportando ideologia extremista e compartilhando os mesmos objetivos.

Abdel Fattah al-Sisi

A comunidade cristã copta reagiu com grande ultraje e tristeza à execução, principalmente os parentes dos cativos.

A Igreja Ortodoxa Copta declarou que foram "confiante" justiça seria feita sobre aqueles que executaram as suas seguidores.

A Universidade Al-Azhar, no Centro de Cairo, baseado para aprendizagem islâmica, descreveu o assassinato de cristãos como "bárbaro" e afirmou as ações têm "nada a ver com qualquer religião ou valores humanos".

Líbia sob Estado Islâmico[editar]

Até recentemente, o Estado Islâmico só tinha atividades na Síria e no Iraque, com espaça atividade no Líbano, quando em 5 de outubro de 2014, a cidade líbia de Derna, que era dominada pelos islâmicos em meados do ano passado, quando chegaram por barcos direto da Síria, declararam aliança com Estado Islâmico, passando a expandir territórios nos arredores da cidade.

Nos primeiros dias de janeiro de 2015, o centro do país, os campos da região de Sabhra, passou ao controlo de EI, depois que umas das alas dos grupos islâmicos que dominaram Trípoli em agosto passado, passaram a jurar fidelidade ao EI líbio.

Após manter o controlo de Derna, decidiu expandir repetir a conquista de Derna contra Sirte, antigo reduto dos partidários do regime deposto de Muamar Kadafi e conseguiram dominar a cidade no início de fevereiro. Em seguida, cerca de uma semana depois, dia 9 de fevereiro, a cidade de Nofaliya (ou Nawfaliya) foi conquistada após um dia de combates.

Fontes[editar]

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