Covid-19: Brasil chega a 600 mil mortes

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8 de outubro de 2021

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O Brasil chegou hoje a 600.425 mortes por covid-19 e é apenas o segundo país no mundo a chegar a esta cifra, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram atualmente 708.784 óbitos pela doença, segundo o CDC. Os estados como mais mortos são São Paulo (~150.630) e Rio de Janeiro (~67.029). Já o estado que registra o menor número de óbitos acumulados é o Acre (~1.839).

Os dados são do painel do SUS Analítico do Ministério da Saúde e do Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde) que nos últimos boletins divulgaram que o total de casos acumulados hoje alcançou 21.550.730. Em seu website, o Conselho emitiu uma nota que inicia com "o Brasil, hoje, atingiu uma triste marca: a de 600 mil vidas perdidas para a COVID-19" e finaliza com "hoje, estamos de luto pelas 600 mil vidas que se foram e nos solidarizamos com milhares de brasileiros que perderam seus entes queridos. Por eles e por todos nós, continuaremos na luta que permita garantir os recursos necessários ao funcionamento pleno SUS, com um atendimento cada vez melhor para toda a população".

Apesar das 600 mil mortes, a pandemia desacelerou no Brasil e hoje a média de mortes "está abaixo de 460; em junho, a estimativa era de 2.000", reporta o o portal R7 da TV Record, creditando o atual cenário de melhoria à vacinação contra a doença.

Vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, 243,5 milhões de doses haviam sido aplicadas em todo Brasil até ontem. Dessas, 148,2 milhões foram de primeira dose e 95,3 milhões de segunda dose ou dose única - 60% da população adulta já está completamente imunizada, informou o órgão no dia 06 passado.

De acordo com a diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Mônica Levi, para o portal R7, "se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a eficácia das vacinas, não tem mais como argumentar, porque há uma prova concreta. Estamos com números decrescentes graças à vacinação de cerca de 2 milhões de pessoas por dia e à adesão da população à campanha”.

Em 88% das cidades, a campanha de imunização já está na faixa etária dos 12 aos 17 anos, segundo a CNM (Confederação Nacional de Municípios).

Os números de 100 em 100 mil

Se o país levou de março de 2020 (quando os primeiros casos e mortes foram registrados) até o início de janeiro de 2021 para chegar a 200 mil óbitos, só este ano, em cerca de nove meses, outras 400 mil fatalidades foram reportadas, durante o que foi o pior cenário da pandemia no país. "Das mais de 600 mil mortes, 405.476 foram em 2021", reporta o Poder 360.

  • 08/08/20: 100.000 mortes confirmadas
  • 07/01/21: 200.000 mortes confirmadas
  • 24/03/21: 300.000 mortes confirmadas
  • 29/04/21: 400 mil mortes confirmadas
  • 19/06/21: 500 mil mortes confirmadas
País com poucas subnotificações?

Numa tabela divulgada pelo médico epidemiologista e professor da USP Paulo Lotufo em seu Twitter, entre os 10 países mais populosos o Brasil, segundo o The Economist (que mostra uma tabela móvel aqui), é o que tem os dados mais confiáveis quando às mortes oficialmente registradas, sendo que “apenas” 50 a 120 mil óbitos (10%) poderiam não ter sido registrados no sistema. Já nos Estados Unidos, de 120 a 210 mil fatalidades podem não ter sido oficializadas (30%).

Os países que, de acordo com o The Economist lideram as subnotificações são China (11.000%), Paquistão (2.500%), Bangladesh (1.900%) e Índia (900%). Em outras palavras, a China teria 11.000% de mortes a mais, o que aumentaria o atual número de 4.700 para cerca de 600 mil.  

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