COVID-19: governo espanhol sugere volta do confinamento nas cidades mais afetadas

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25 de setembro de 2020

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Durante coletiva de imprensa realizada hoje, Salvador Illa, ministro da Saúde, recomendou que todas as cidades da Comunidade de Madrid que tenham tido 500 casos o mais de Covid-19 (por 100 mil habitantes) nas últimas duas semanas, entre as quais se inclui a capital nacional, Madri, decretem um novo lockdown, restringindo o movimento das pessoas.

"Precisamos atuar com determinação em relação ao que vem por diante" disse Illa durante a coletiva, transmitida no Twitter oficial do governo. "Semanas duras e complicadas estão por vir", adicionou.

Illa recomendou quatro ações básicas, propostas, em parceria, pelo Ministério da Saúde e o Governo Central:

  • que as medidas de controle sejam aplicadas em todas as cidades da Comunidade (o equivalente a estado no Brasil) onde tenha havido 500/100.000 casos nas últimas semanas, não só em Madrid;
  • que se recomende oficialmente que a circulação de pessoas, quando desnecessária, seja evitada;
  • que praças de alimentação e afins sejam fechadas para o público;
  • que bares e restaurantes atendam com apenas 50% de sua capacidade.

Reações do governo de Madrid

Isabel Díaz Ayuso, presidenta da Comunidade de Madrid, que já estava insatisfeita com o longo lockdown de meses atrás na cidade de Madri, quando o país era um dos mais atingidos pela pandemia de Covid-19, rechaçou qualquer "imposição governamental". Antonio Zapatero, representante da Saúde da Comunidade, disse que continuaria "encantado de continuar o trabalho de colaboração, mas deve ser isto: colaboração e não imposição".

O governo de Madrid pede que as mesmas regras sejam aplicadas em todo país, o que vale dizer que Ayuso defende que todas as cidades espanholas façam lockdown ou que nenhuma faça.

A cidade de Madrid registrou cerca de 1.000/100.000 casos nos últimos 14 dias, uma cifra muito acima do máximo esperado de 500, enquanto em toda Comunidade já há 4 mil pessoas internadas.

Atualmente, já são 45 as áreas em toda Comunidade que estão com a circulação de pessoas e as atividades restritas, incluindo o funcionamento de escolas e do comércio.

Estado de Alarme

Jornalistas perguntaram a Illa porque, diante da gravidade da situação, o Governo Central não usava o Artigo 11, que decreta Estado de Alarme, ao que o ministro respondeu que espera "a lealdade entre todas as comunidades autônomas".

O Estado de Alarme havia sido decretado em toda Espanha em março passado.

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