Avião com o time da Chapecoense cai na Colômbia

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Fotografia do avião acidentado em 2010, quando era parte da frota da Air France.

Agência Brasil

29 de novembro de 2016

Um avião que levava o time da Chapecoense, de Santa Catarina, caiu na região da Antióquia, nas proximidades da cidade de Medelín, na Colômbia na madrugada de hoje (29), informou o Aeroporto José María Córdova, de Rionegro. A equipe seguia para Medellin, onde iria disputar amanhã (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional da Colômbia.

As primeiras informações iniciais diziam que há sobreviventes, de que havia 81 pessoas a bordo (setenta e dois passageiros e nove tripulantes) e o Corpo de Bombeiros informou que há entre 25 e 27 mortos, mas a polícia colombiana confirmou que 76 pessoas que estavam a bordo do avião morreram no acidente. Entre as pessoas que estavam na aeronave, havia jogadores, dirigentes esportivos e jornalistas. O avião era um British Aerospace 146, gerenciado pela companhia boliviana Lamia.

De acordo com uma postagem no Twitter do aeroporto, a aeronave, com matrícula CP 2933, caiu na região da província de Antioquia. O aeroporto acompanha a situação no Twitter e diz que as condições climáticas dificultam o acesso ao local da queda, que só pode ser feito por terra. Equipes de resgate estão no local.

No texto divulgado no Twitter, o aeroporto informou que a torre de controle recebeu às 22h [hora de Bogotá] comunicado do piloto de que o avião, da empresa Lamia Corporation, procedente de Santa Cruz de la Sierra, estava em situação de emergência, entre o município de La Ceja e La Unión, com falhas elétricas.

Ele teria desaparecido do radar e feito um pouso forçado, devido a uma falha elétrica, em Cerro Gordo, nas proximidades da cidade de La Unión. Fontes locais dizem que a aeronave estava a apenas cinco minutos de voo do aeroporto mais próximo, mas o piloto decidiu arriscar o pouso antes.

Ele teria, inclusive, esvaziado os tanques de combustível para evitar uma explosão. O avião, que havia decolado de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, tinha como destino final o município colombiano de Medellín, onde a Chapecoense disputaria as finais da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, amanhã à noite.

Imediatamente, foram mobilizados o Comitê Operativo de Emergência, com a presença de funcionários da prefeitura de Rionegro, da Polícia Aeroportuária, Força Aérea Colombiana, de bombeiros e autoridades.

O prefeito de La Ceja, Elkin Ospina, confirmou que por enquanto dez pessoas foram resgatadas do local do acidente com o avião que levava o time da Chapecoense. Entre os sobreviventes estão Alan Ruschel, Marcos Danilo Padilha, Jackson Follmann e uma comissária. O avião que levava o time catarinense caiu na madrugada de hoje (29), com 81 pessoas a bordo, entre os municípios de La Ceja e La Unión, na Colômbia.

Os bombeiros informaram também que o piloto soltou o combustível ao longo de voo para evitar uma explosão. As últimas informações são de que os trabalhos de resgate foram suspensos temporariamente devido ao mau tempo e à pouca iluminação no local.

O diretor-geral de Aeronáutica Civil (Aerocivil) da Colômbia, Alfredo Bocanegra, afirmou que não há evidência de combustível na aeronave que se acidentou com a equipe da Chapecoense, próximo à cidade de Medellín. A informação foi divulgada por meio do perfil da Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil) no Twitter. Segundo a Aerocivil, no entanto, os dados e informações sobre o acidente ainda estão sendo recolhidos para que seja iniciada uma investigação. De acordo com Bocanegra, a aeronave foi declarada como desaparecida às 21h54, no horário de Medellín (0h54, no horário de Brasília).

A Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil) publicou a lista das pessoas que foram resgatadas com vida do acidente. Segundo o comunicado, o jogador Alan Ruschel foi encaminhado para o hospital de La Ceja, e os jogadores Jackson Ragnar Follmann e Danilo Padilha para a Fundação São Vicente. O jornalista Rafael Hensel também foi para o hospital de La Ceja.

Já os tripulantes Ximena Suárez e Erwin Tumiri foram atendidos na clínica Somer, na cidade de Rionegro. Posteriormente, a TV colombiana noticiou que o zagueiro Hélio Zampier Neto também foi resgatado com vida e levado ao Hospital San Juan de Dios.

Em comunicado, o aeroporto de Medellín informou que o avião, com matrícula da Bolívia, "declarou-se em emergência" às 22h locais "por falhas técnicas", de acordo com a transmissão feita para a torre de controle. O avião tinha saído do aeroporto Viru Viru, de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde tinha feito uma escala técnica.

Vítimas[editar]

Ao menos 22 jogadores da Chapecoense estavam no avião que caiu na noite de ontem no município de La Ceja, perto de Medellín, onde a equipe catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana.

Dos atletas, sobreviveram apenas os goleiros Danilo e Jackson Follmann e o lateral Alan Ruschel. Todo o restante morreu na tragédia. As vítimas do elenco são os laterais Giménez, Dener e Caramelo; os zagueiros Marcelo, Filipe Machado, Thiego e Neto; os meio-campistas Josimar, Gil, Sérgio Manoel, Matheus Biteco, Cleber Santana e Arthur Maia; e os atacantes Kempes, Ananias, Lucas Gomes, Tiaguinho, Bruno Rangel e Canela.

Alguns atletas não embarcaram com a delegação, como Neném, Hyoran, Martinucico, Nivaldo, Rafael Lima e Demerson, que não vinham sendo usados pelo técnico Caio Júnior, que também faleceu.

Entre os 72 passageiros, além dos 22 jogadores, havia 18 membros da comissão técnica, oito da diretoria, três convidados, incluindo o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto Filho, e 21 representantes da imprensa, inclusive o ex-jogador e ex-técnico Mário Sérgio, comentarista dos canais Fox Sports.

Autoridades colombianas disseram hoje que, entre os 76 mortos do acidente aéreo com o avião da Chapecoense, há 21 jornalistas e representantes da imprensa e nove tripulantes, além dos jogadores e dirigentes esportivos. As equipes de imprensa são das emissoras Fox e Globo, além de canais de rádio.

O goleiro da Chapecoense Marcos Danilo Padilha, que tinha sido resgatado com vida, morreu após chegar ao hospital da Colômbia, após ser resgatado de um acidente aéreo nas proximidades de Medellín. A informação veiculada pela imprensa colombiana partiu da Cruz Vermelha e da empresa de logística que estava em contato com a equipe de futebol da Chapecoense.

A Cruz Vermelha da Colômbia disse que já foram resgatados 60 corpos. Um representante da Cruz Vermelha disse à rádio Blu Colombia que 60 dos 75 corpos que estavam no local do acidente foram recuperados e levados para Olaya Herrera.

Escaparam do acidente[editar]

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, estava na lista de convidados do clube, mas não viajou.

Reações[editar]

Futebol[editar]

Chapecoense[editar]

A Associação Chapecoense de Futebol divulgou nota, em sua página no Facebook, por meio do seu vice-presidente Ivan Tozzo, em que informa que o clube só se pronunciará sobre o acidente com o avião que levava o time para jogar amanhã (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, na Colômbia, contra o Atlético Nacional, depois que as autoridades colombianas se pronunciarem oficialmente sobre o desastre.

“Em função do desencontro das notícias que chegam das mais diversas fontes jornalísticas, dando conta de um acidente com a aeronave que transportava a delegação da Chapecoense, a Associação Chapecoense de Futebol, por meio de seu vice-presidente Ivan Tozzo, reserva-se o direito de aguardar o pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana a fim de emitir qualquer nota oficial sobre o acidente. Que Deus esteja com nossos atletas, dirigentes, jornalistas e demais convidados que estão com a delegação”.

A equipe médica do time embarcou às 9h40 em Chapecó com destino a Guarulhos. Eles partem para Medellín, às 16h.

CBF[editar]

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou hoje (29) nota à imprensa manifestando consternação com a queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados. O time catarinense se dirigia à cidade de Medellín, na Colômbia, para disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana.

“Estamos em contato com a Conmebol [Confederação Sul-Americana], autoridades locais e representantes do clube em busca de mais informações, antes de quaisquer possíveis medidas quanto ao andamento do futebol brasileiro. Desde já, manifestamos a nossa solidariedade e direcionamos nossas orações aos passageiros e tripulantes do voo”, diz a nota.

O vice-presidente da CBF, Delfim Peixoto, estava no voo que transportava a delegação da Chapecoense para Medelín, onde seria disputada a final da Copa Sul-Americana. As informações foram confirmadas pela assessoria pessoal de Peixoto, que representava a Região Sul na vice-presidência da confederação e também presidia a Federação Catarinense de Futebol.

O nome de Delfim Peixoto também aparece na lista de passageiros divulgada pela Aeronáutica Civil (Aerocivil) da Colômbia após o acidente. O vice-presidente era um dos convidados da Chapecoense para acompanhar sua primeira final internacional. A assessoria informou ainda não ter notícias oficiais sobre Delfim, mas manteve contato com o dirigente na noite de ontem, quando foi confirmado que ele embarcaria na aeronave.

O presidente da CBF, Marco Pólo Del Nero, manifestou solidariedade às famílias do acidente com o avião que levava o time da Chapecoense a Medellín. Em nota publicada no site oficial da CBF, Del Nero destacou o momento de dor e tristeza que todos estão passando e prestou apoio às famílias dos envolvidos. Veja a íntegra da nota:

Neste momento de imensa dor e tristeza, manifesto meu sentimento de solidariedade a todas as pessoas atingidas pelo acidente ocorrido com a delegação da Associação Chapecoense de Futebol, em especial às famílias das vítimas. Estamos vivendo uma das mais trágicas páginas da história do esporte brasileiro e lamento, profundamente, a perda de jogadores, comissão técnica, profissionais da imprensa, dirigentes e tripulação. A Confederação Brasileira de Futebol está tomando todas as providências no sentido de prestar seu apoio aos sobreviventes, às famílias, ao clube, à comunidade de Chapecó e aos desportistas brasileiros em geral. Que todos tenhamos muita força e muita luz para ultrapassar este momento.

A CBF mandará ainda hoje comitiva formada por médicos e dirigentes da entidade para a Colômbia a fim de prestar apoio ao trabalho dos órgãos locais após o acidente. A equipe de Santa Catarina iria disputar amanhã a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, da Colômbia. Questões como trâmites de translado de corpos e assistência aos sobreviventes serão tratadas quando a comissão chegar à Colômbia. As informações foram dadas hoje pela assessoria de imprensa da CBF, no Rio de Janeiro.

Clubes do Rio de Janeiro[editar]

Os quatro maiores times cariocas, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, lamentaram o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense. O Flamengo colocou o escudo do clube catarinense junto com o seu na foto do perfil na rede social Twitter e disse que toda a “Nação” flamenguista está unida em um só coração com o clube de Santa Catarina.

“Muita força e fé também para os amigos da Fox Sports e jornalistas de todos os canais de comunicação presentes no voo. O Clube de Regatas do Flamengo presta publicamente seu apoio #ForçaChape”, pronunciou-se o clube carioca no Twitter.

O Fluminense, por sua vez, disse lamentar profundamente o acidente. “Em nome da diretoria, jogadores e funcionários, o tricolor presta solidariedade e apoio aos familiares das vítimas dessa terrível tragédia”.

O Vasco da Gama afirmou que "está com a Associação Chapecoense de Futebol nesse momento difícil. #ForçaChape".

O Botafogo também manifestou pesar em seus perfis nas redes sociais. O clube alvinegro publicou no Twitter e no Facebook nota com seu escudo ao lado do time catarinense.

"O Botafogo está de luto e presta toda solidariedade à Chapecoense neste dia tão triste para o futebol. A dor é grande. #ForçaChape".

Conmebol[editar]

A Confederação Sul-americana de Futebol também lamentou a tragédia e informou que todas as atividades da entidade foram suspensas.

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, se dirigiu para Medellín.

Uma nova data só deverá ser definida a partir do dia 21 de dezembro.

FIFA[editar]

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, expressou, por meio de nota, grande tristeza e choque pela tragédia que abateu a Chapecoense, após o acidente aéreo que deixou 76 mortos em viagem que levava o time catarinense para a disputa da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, da Colômbia.

Este é um dia muito, muito triste para o futebol. Lamentamos muito esse acidente aéreo na Colômbia. É uma notícia chocante e trágica. Nesse momento difícil, nossos pensamentos estão com as famílias e amigos. A FIFA gostaria de estender suas condolências para os torcedores da Chapecoense, a comunidade futebolística e os veículos de comunicação brasileiros.


Política[editar]

Brasil[editar]
Michel Temer[editar]

O Presidente da República, Michel Temer lamentou hoje o acidente envolvendo o time da Chapecoense, de Santa Catarina. “Nesta hora triste que a tragédia se abate sobre dezenas de famílias brasileiras, expresso minha solidariedade”, disse Temer, em seu Twitter.

Temer informou que o governo está colocando todos meios para auxiliar os familiares e que a Aeronáutica e o Itamaraty já foram acionados. “O governo fará todo o possível para aliviar a dor dos amigos e familiares do esporte e do jornalismo nacional. #ForçaChape”, disse o presidente Temer.

A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou quatro aeronaves e uma equipe especializada para auxiliar nos trabalhos de resgate e no transporte dos parentes das vítimas do acidente aéreo.

Temer decretou luto oficial de três dias pelo acidente. Ele também determinou que a Aeronáutica disponibilize aeronaves para as famílias e para translado das vítimas.

Durante cerimônia no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente Temer voltou a lamentar o acidente aéreo. “Para nós, logo pela madrugada, logo de manhã, foi um fato tristíssimo e a única coisa que podíamos fazer lamentavelmente, além de orar, por aqueles que partiram, era tomar providência do governo federal, a fim de dar apoio as famílias especialmente que lutaram neste momento”,disse.

Congresso Nacional (Senado & Câmara)[editar]

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou hoje (29) nota de pesar lamentando o acidente aéreo envolvendo a equipe da Chapecoense, de Santa Catarina. Renan destacou que o país perdeu cidadãos que voavam para defender o futebol brasileiro e sonhavam voltar vitoriosos para casa.

Renan manifestou solidariedade às famílias das vítimas e pediu empenho das autoridades competentes na apuração das causas do acidente.

“Lamento profundamente a notícia do acidente aéreo envolvendo a delegação do Chapecoense. A equipe voava para defender o futebol brasileiro na primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional na Colômbia. Num pouso forçado, perdemos brasileiros que sonhavam voltar vitoriosos para casa. Rogo a Deus que console a família das vítimas e restabeleça a saúde dos sobreviventes. Peço empenho às autoridades competentes na apuração das causas do acidente”, diz a da nota do presidente do Senado.

A tragédia repercutiu no Congresso Nacional e vários senadores de Santa Catarina manifestaram tristeza com o acidente. Paulo Bouer (PSDB) registrou que a Chapecoense adquiriu destaque no futebol. “Os catarinenses de toda as torcidas e mesmo os que não gostam de futebol estão unidos em preces, na dor e na solidariedade com o Chapecoense e com a cidade de Chapecó”, escreveu em nota. Em rede social, Dário Berger (PMDB) postou. “Iniciamos o dia com uma tragédia. Santa Catarina está de luto”, postou.

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, o ex-jogador de futebol Romário (PSB), também se manifestou nas redes sociais. “Toda minha solidariedade aos amigos e familiares dos atletas, jornalistas, delegação técnica e tripulação que estava a bordo, assim como aos torcedores. #forçachape #chapecoense”, escreveu.

Santa Catarina[editar]

Pelo Twitter, o governo de Santa Catarina, lamentou o acidente aéreo que fez vítimas. "O governo de Santa Catarina lamenta profundamente a tragédia com a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulação do voo. Solidariedade às famílias", publicou em sua conta no Twitter.

Pelo Twitter, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, lamentou o acidente aéreo que fez vítimas e que o momento é de união para amparar os familiares das vítimas.

Ele escreveu que “esta terça-feira deixa uma marca muito profunda na alma dos catarinenses. O acidente com a comitiva da Chapecoense foi um choque para todos. Estávamos vendo esse time brilhar aqui nos nossos campos e em gramados de outros estados, de outros países. É um dia de muita dor, mas temos que ser fortes para ajudar as famílias dos jogadores, da comissão técnica e dos jornalistas que estavam no avião. É um momento de união dos catarinenses. Vamos pedir a Deus força para todos que estão sofrendo”.

Chapecó[editar]

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, lamentou o acidente aéreo que fez vítimas, na qual o time da Chapecoense (que representava a cidade) e jornalistas convidados para acompanhar o início da Copa Sul-Americana. Informou que foi montado um comitê para atender os familiares das vítimas. Em nota divulgada pelo seu gabinete, Buligon disse que a prefeitura solidariza-se com todos os envolvidos. Ele está em São Paulo e deve embarcar para Medellín no início da tarde de hoje (29). Eis a íntegra do comunicado:

“A respeito do acidente envolvendo a equipe da Chapecoense no início desta madrugada, a administração municipal informa oficialmente que o prefeito Luciano Buligon, convidado para acompanhar a delegação, não estava no voo. O prefeito está em São Paulo e embarcaria para Medelín, na Colômbia, nesta terça-feira (29-11), em voo comercial, para acompanhar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. A prefeitura de Chapecó manifesta profunda preocupação com o lamentável ocorrido, solidariza-se com todos os envolvidos e aguarda novas informações”.

Buligon, disse que o time da Chapecoense estava em seu melhor momento e que a cidade “vivia um sonho”. “A Chapecoense passava por um grande momento. Nós vivíamos um sonho, eu nunca cansei de dizer isso. Uma cidade do interior, três vezes na série A do Campeonato Brasileiro, disputadíssimo”, disse Buligon em entrevista a jornalistas em São Paulo.

Ele afirmou que acredita ter uma missão a cumprir, após o acidente com o avião da equipe da Chapecoense. “Estou agradecendo a Deus. O que me fez chorar foi a minha filha, que me ligou agora, disse que está feliz. Eu acredito que fiquei para cumprir a missão de resgatar a nossa autoestima”, disse.

O prefeito embarcaria junto com a equipe, mas decidiu ficar na capital paulista para uma reunião na manhã de hoje que trataria de parcerias público-privadas para Chapecó e pediu para que o presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David de Nes Filho, também ficasse.

Segundo o prefeito, os dois embarcariam num voo comercial às 15h50 de hoje e chegariam à 1h (horário de Brasília) em Medellín para assistir a primeira final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, marcada inicialmente para amanhã (30). Depois do acidente, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) adiou a partida.

O prefeito da cidade de Chapecó decretou 30 dias de luto e a suspensão das aulas. As festividades de Natal estão canceladas. “Estamos preocupados com a dor das famílias, todas aquelas pessoas que estavam naquele avião são conhecidos íntimos nossos. Uma cidade de 210 mil habitantes não é tão grande assim, a gente conhece todos eles. É muito dolorido”, disse o prefeito.

O prefeito disse que o zagueiro Hélio Zampier Neto sofreu traumatismo craniano e que os médicos pediram tempo apara avaliar a gravidade do estado do atleta. O lateral-esquerdo Alan Ruschel, que também foi resgatado, sofreu lesões que não o deixaram falar no momento do socorro. “Em estado de choque, ele tirou a aliança e pediu para entregar para a mulher”, contou. “Essas pessoas estão dando um fio de esperança para nós. Vamos cuidar deles. Os médicos da Chapecoense são profissionais gabaritados, com longo histórico de dedicação.”

Segundo o prefeito, o avião foi fretado para reduzir o desgaste dos jogadores. Ele disse que a aeronave já atendeu às seleções da Bolívia e Argentina. Buligon afirmou ainda que já havia voado com a tripulação, incluindo o piloto, que também era proprietário da empresa venezuelana LaMia, sigla para Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación. Os voos ocorreram durante os últimos jogos da Copa Sul-Americana. “Foi um voo tranquilo, o piloto acabou virando torcedor da Chapecoense, assistiu o jogo. Era uma pessoa tranquila, bom piloto”, disse Buligon.

Ele explicou que a aeronave deveria ter partido de Guarulhos ontem, o que não ocorreu já que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não autorizou. Existe um regulamento internacional que só permite que empresas aéreas façam fretamento com origem no próprio país. “Não é do nosso cotidiano [fretamento de voos internacionais], a gente só ficou sabendo no domingo à noite. A Chapecoense redimensionou a logística”, explicou.

Dessa forma, a equipe partiu em avião comercial de Guarulhos para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. De lá, partiram em avião fretado com destino a Medellín. O avião deveria ter chegado à 1h da manhã (horário de Brasília) na cidade colombiana. A aeronave caiu a 30 km da cabeceira do aeroporto. “Houve pane elétrica”, disse o prefeito.

“Eu recebi a notícia às 3h30 da manhã. Meu telefone fica no silencioso, eu estava dormindo no hotel. O que me despertou foi o telefone do hotel, imediatamente, eu olhei meu celular e tinha várias ligações da minha cunhada, que mora em Los Angeles. Talvez, pelo fuso horário, ficou sabendo primeiro. Foi um impacto muito grande”, lembrou Buligon.

Colômbia[editar]
Juan Manuel Santos[editar]

Pelo Twitter, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, lamentou o desastre aéreo e disse que a Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres confirmou os seis sobreviventes. Santos voltou a lamentar a tragédia enviou mensagem de condolências por conta do acidente com o avião da Chapecoense.

Uma tragédia que nos enluta. Lamentamos o acidente com o avião que transportava a Chapecoense. Solidariedade com as famílias das vítimas e com o Brasil

Twitter de Juan Manuel Santos

Medellín[editar]

Por meio de nota, o prefeito da cidade colombiana de Medellín, Federico Gutiérrez Zuluaga lamentou o acidente ocorrido na madrugada de hoje (29) com o avião da empresa boliviana Lamia, que fez um pouso forçado com 81 pessoas a bordo, quando já estava próximo de iniciar a aterrissagem no aeroporto dessa cidade colombiana.

“É uma verdadeira tragédia o que ocorreu esta noite. Lamentamos esta grande perda de vidas humanas e expressamos toda nossa solidariedade aos amigos e torcidas da equipe Chapecoense. Estamos pondo à disposição toda a colaboração necessária, técnica e humana, para atender este acidente, expressou o prefeito.

No comunicado, ele informou que a aeronave procedente da Bolívia, da empresa Lamia, com matrícula LMI 2933 RJ 80, sofreu o acidente na serra de El Gordo, nas imediações do município de La Unión, Antióquia. No voo estavam 72 passageiros e 9 tripulantes sendo que a maioria das vítimas é formada por integrantes da equipe Chapecoense.

O prefeito colombiano explicou na nota que assim que chegou a notícia do acidente, foram acionados os protocolos de atenção e emergência com o envio de socorro ao local. Unidades do Corpo de Bombeiros e ambulâncias a serviço da rede hospitalar de Medellín foram acionadas para apoiar os trabalhos de busca e resgate das vítimas. As equipes continuam no trabalho de resgate.

Embaixada do Brasil na Colômbia[editar]

A Embaixada do Brasil em Bogotá deslocou funcionários a Medellín com o intuito de prestar toda a assistência necessária às vítimas e a seus parentes e dar apoio ao traslado dos corpos ao Brasil, informou em nota o Ministério das Relações Exteriores. Eles serão chefiados pelo embaixador Julio Bitelli.

Associação[editar]

Em nota, a Associação Catarinense de Imprensa também manifestou pesar pelo acidente envolvendo o time de Chapecó

“Em face da terrível tragédia com a delegação da Associação Chapecoense de Futebol ocorrida na Colômbia, vitimando jogadores, técnicos, dirigentes e jornalistas a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) manifesta profundo pesar com a imensa e irreparável perda que abala a sociedade catarinense e as famílias enlutadas”.

No comunicado, a entidade informa que o clube de Chapecó notabilizou-se no Brasil pela determinação que o elevou para a posição de elite do futebol brasileiro. ”Essa jornada foi construída pela dedicação de dirigentes, jogadores, apoiadores e patrocinadores”, destaca a nota.

A associação lembra que o papel da imprensa foi essencial na divulgação dessa trajetória do time. E em razão do momento de dor e luto, diz o comunicado, ”em nome de todos os profissionais da mídia barriga-verde “, a entidade homenageia “a memória dos profissionais do rádio, da televisão, dos jornais, das agências de notícias e da assessoria de comunicação que morreram neste acidente, manifestando ainda a sua solidariedade aos familiares.

Repercussão internacional[editar]

A imprensa internacional dá hoje (29) grande destaque à queda de um avião em Cerro Gordo, na Colômbia. O avião transportava 81 pessoas. Estavam a bordo 22 jogadores da Chapecoense, time de futebol de Santa Catarina.

Segundo as informações do jornal britânico The Guardian, o avião perdeu o contato com controladores de terra à meia-noite (horário local) e provavelmente tentou fazer uma aterrissagem forçada. Pelas informações ainda não confirmadas, o número de mortos pode passar de 75.

Emissoras de rádio e televisão dos Estados Unidos informaram que o avião vinha da Bolívia para o aeroporto de Medellín, na Colômbia, onde a Chapecoense iria enfrentar o Atlético Nacional, de Medelin, em dois jogos finais da Copa Sul-Americana.

Cinco pessoas teriam sobrevivido, incluindo o jogador Alan Ruschel e o goleiro Danilo, que estão no hospital. As emissoras observam, porém, que ainda não há dados oficiais sobre o número de sobreviventes.

Vários jornalistas esportivos também estavam no voo, inclusive, o comentarista Mário Sergio, ex-jogador e ex-técnico de futebol.

Fortes chuvas estão dificultando os esforços de resgate, mas cerca de 90 trabalhadores de serviços de emergência estão agora no local do acidente. O prefeito de Medellín disse que o acidente foi "uma tragédia de proporções enormes".

Fontes[editar]