Agências de notícias negam que fotos do desastre em Qana foram encenações do Hizbollah

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4 de agosto de 2006

Segundo o jornalista David Bauder, da Associated Press, as agências de notícias Agence France Press (AFP), Reuters e Associated Press (AP) negaram que as fotografias dos corpos das vítimas do ataque israelense a Qana foram encenações. A polêmica surgiu depois que um weblog britânico questionou a autenticidade de algumas das fotos, apontando o que seriam algumas incoerências.

Segundo David Bauer: "Os fotógrafos da Associated Press, Reuters e Agence France-Press cobriram as operações de resgate do domingo em Qana, onde 56 libaneses foram mortos".

Todas as três agências de notícias rejeitaram categoricamente a hipótese de que as fotografias foram algum tipo de encenação.

Rush Limbaugh, que tem um programa de rádio de bastante audiência nos EUA, insinuou que algumas fotografias publicadas pelas citadas agências de notícias poderiam ter sido encenação.

Segundo a Associated Press as diferenças que aparecem na hora da publicação das fotos deve-se ao facto de serem registradas as horas em que os websites mostram as fotografias, e que as horas mostradas nas legendas das fotos não refletem necessariamente o horário em que elas foram tiradas.

De acordo com a Vice-Presidente da Associated Press, Kathleen Carroll, "não é possível os jornalistas serem competitivos se eles participarem de algum tipo de encenação como foi descrita". Ela também disse que "os fotógrafos têm experiência em perceber quando alguém tenta encenar alguma coisa para tirar benefício pessoal".

Patrick Baz, diretor de fotografias da AFP para o Oriente Médio assim se expressou: "Você realmente acha que essa gente arriscaria as suas vidas sob fogo israelense para armar um funeral de crianças libanesas mortas? Estou totalmente atordoado por esta questão, e não posso imaginar que alguém possa pensar que algo semelhante tenha acontecido."

A réplica de Rush Limbaugh

O Sr. Rush Limbaugh questionou o argumento de que existe competição entre as principais agências de notícias. Ele disse o seguinte: "Não há competição. Se há competição pelas fotos, como aconteceu de todas as fotos serem iguais? Quer seja a AP, a Agência Francesa de Notícias, Reuters, as fotos são as mesmas. Como aconteceu de vocês não tentarem encontrar alguma coisa diferente daquilo que esses sujeitos acharam? Esta é a principal reclamação de todos aqueles que como nós estudam vocês têm. O facto de vocês não estarem competindo é o que é surpreendente para nós."

E acrescentou: "Onde está a curiosidade de vocês? Se houve uma alegação, se há curiosidade, por que vocês não investigam a possibilidade de estarem sendo usados?"

Limbaugh considerou plausível a explicação das agências de notícias sobre a inconsistência da hora da publicação das fotografias. Contudo ele levantou uma outra questão: a aparente rigidez cadavérica dos corpos que aparecem nas fotografias, característica de alguém que morreu há vários dias.

O apresentador disse que há "incontáveis motivos para ficar curioso sobre as fotografias".

Limbaugh ainda lembrou que um funcionário da equipe de resgate estranhamente é bastante parecido com outra pessoa que apareceu num episódio semelhante em Qana dez anos atrás.

Limbaugh disse que a hora em que as fotografias foram tiradas é uma questão menor. "O ponto é que outros jornalistas admitiram ter sido levados pelo nariz, sendo efetivos propagandistas", enfatizou. Limbaugh afirmou que "negar que isto está acontecendo" e "negar que não existe competição entre as notícias" é "sinal de um pouco de negligência".

Fontes