Saltar para o conteúdo

Trinidad tenta repetir feito, mas perde para a Inglaterra

Fonte: Wikinotícias

15 de junho de 2006

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

Trinidad & Tobago bem que tentou, mas não conseguiu repetir o empate com a Suécia diante da Inglaterra, perdendo por 2 a 0. A partida ocorreu em Nuremberg - às 18:00 locais (UTC-2) - e marcou a abertura da segunda rodada pelo Grupo B da Copa do Mundo de 2006. A seleção caribenha tinha protagonizado a maior zebra do mundial até então, quando segurou o empate contra os suecos na primeira rodada, surpreendendo a todos. A Inglaterra soube soube aproveitar as suas chances (diferentemente dos escandinavos) e garantiu a classificação antecipada, já que havia derrotado o Paraguai na rodada anterior. Apesar de Trinidad ainda ter perdido, ainda tem chances de classificação, bastando derrotarem o Paraguai (que já está eliminado após a derrota para a Suécia) e torcerem para que os ingleses ganhem com um bom placar dos suecos.

O jogo

Este jogo constitui-se do mais importante para Trinidad na Copa (tanto por ser sua primeira) e talvez até de toda a sua história, já que enfrenta pela primeira vez a ex-metrópole em competições oficiais. O técnico holandês Leo Birkenhaler disse que se Trinidad ganhar, nem as oitavas-de-final trarão tanta alegria e orgulho para a pequena ilha (o menor país a disputar uma Copa). A Inglaterra começa a partida do mesmo modo que a Suécia na rodada anterior; avaliando o oponente e não levando muito a série a marcação adiantada e as investidas dos caribenhos. Trinidad esperava ansiosamente por este jogo e o início da partida mostrou um time muito bem montado e ciente de suas deficiências - como a falta de habilidade e de um meio-campo forte - compensando com um esquema tático sólido e uma defesa (e volantes) que paravam o o meio-campo inglês, com Beckham, Gerrard, Lampard e Joe Cole. A Inglaterra apostava nas bolas paradas de Beckham, nos chutes de fora da área de seus meias e no tradicional chuveirinho para Crouch, que desperdiçou pelo menos duas boas chances; em uma consgeuiu errar o chute na cara do gol e livre. A Inglaterra chegava com frequência, mas pecava por não construir ataques pelo chão, sempre levantando a bola para a área. Outro problema foi o péssimo índice de finalização, com 2 chutes errados a cada 3. Trinidad defendia como podia (sua dupla de zaga central estava muito bem) e só não chegava no ataque pela lentidão da armação das jogadas e pela sólida defesa inglesa. A melhor chance trinitária foi um leventamento na área, onde Paul Robinson sai mal, sobrando para Yorke cabecear. A bola só não entra porque Terry salva embaixo da trave. A primeira etapa acaba com a Inglaterra dominando o jogo mas não sabendo aproveitar seus ataques, assim como a Suécia fez.

O segundo tempo começa com a torcida pedindo por Rooney, que estava no banco após recuperação impressionantemente rápida. Crouch, assim como seus companheiros de frente, continua desperdiçando chances, apesar dos ótimos cruzamentos de Beckham e Ashley Cole. Então Sven Goran Eriksson resolve sacar Owen (cansado) e introduz Rooney, que não joagava desde abril. Rooney deixa o jogo mais ágil, confundindo os lentos zagueiros trinitários, mas o gol não sai. Em todo este tempo Trinidad segue a estratégia do primeiro tempo e do jogo com a Suécia, afastando toda a bola que chegue em sua área e aproveitando as eventuais bobeadas que o adversário comete. O tempo passa e os ingleses começam a se preocupar, até que aos 40, Ashley Cole rouba a bola e passa para Beckham, que cruza da lateral para a área, buscando Crouch no segundo pau. O grandalhão comete falta no zagueiro Sancho mas consegue cabecear e abre o placar. A Inglaterra acorda e inicia uma "blitz" total, até que dois minutos depois, Gerrard recebe a bola fora da área, limpa o zagueiro e chuta colocado no ângulo marcando 2 a 0 e liquidando a partida.

Os torcedores comemoram a classificação antecipada, mas continuam desconfiados com a seleção que apresenta problemas na hora de decidir, apesar de ser a melhor geração desde a da Copa de 1966. Os caribenhos sentem a derrota tardia, mas ainda sonham com a classificação, bastando vencer o Paraguai. O Paraguai foi eliminado após perder para a Suécia por 1 a 0, e se perder para Trinidad (e a Suécia perder para a Inglaterra), os caribenhos passam de fase.

Ver também