Os Estados Unidos e a ONU condenam o assassinato de Bhutto

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28 de dezembro de 2007

Washington DC, Estados Unidos


O presidente Bush dando suas declarações à imprensa.

Os Estados Unidos da América condenou o ataque mortal contra a líder opositora Benazir Bhutto, no Paquistão.

O presidente George Bush disse que "Os Estados Unidos condena energicamente este covarde ato de assassinos extremistas, que tratam de socavar a democracia do Paquistão. Aqueles que cometeram este crime devem ser levados ante a justiça. A senhora Bhutto serviu a sua nação duas vezes como Primeira-Ministra e ela sabia que seu regresso ao Paquistão, no início deste ano, punha sua vida em perigo. Ainda assim, ela se negou a permitir que os assassinos ditassem o curso de seu país. Nós apoiamos o povo do Paquistão em sua luta contra as forças do terrorismo e do extremismo."

A porta-voz do Departamento de Estado, Julie Reside, disse que o atentado contra Bhutto mostra que ainda há no Paquistão quem recorra a extremos para impedir a reconciliação política e a democracia no país.

O Primeiro-Ministro indiano, Manmohan Singh, disse que a morte de Bhutto é uma lembrança dos perigos comuns que enfrenta a região, e quanto ao terrorismo, e à necessidade de erradicar esta perigosa ameaça.

Por sua parte, o político muçulmano paquistanês Naraz Sharif e rival de Bhutto, também expressou seu mal-estar. Assinalando que "é o dia mais lúgubre na história deste país. Ocorreu algo impensável".

Na Grã-Bretanha, o secretário das Relações Exteriores, David Miliband, afirmou que está profundamente comovido pelo assassinato de Bhutto. O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, disse que Bhutto foi uma mulher que escolheu lutar até o final com uma só arma, o diálogo e a discussão política. Este se soma às falas do Presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, que disse que este é "um ataque contra a democracia e contra o Paquistão" e espera "que o Paquistão permaneça firmemente no caminho para voltar a um governo civil democrático".

A Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, declarou que condenava "energicamente o bárbaro atentado [...] o governo argentino deseja expressar à família Bhutto, às famílias das demais vítimas e a todo o povo do Paquistão, suas mais sentidas condolências".

A ONU, que havia organizado uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, declarou nas palavras do Secretario-Geral Ban Ki-moon: "Condeno fortemente este atroz crime" que "representa um assalto à estabilidade do país e a seu processo democrático".

A chancelaria russa, por sua vez, condenou nos termos mais enérgicos o ataque, e chamou as autoridades a assegurar a estabilidade na nação, especialmente durante o período eleitoral.

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