Mudanças climáticas fazem tempestades, com o furacão Laura, piorarem

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30 de agosto de 2020

Laura quando tocou terra na Lousiana como um furacão de categoria 4

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Wisconsin e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), publicado no PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences ), descobriu que a probabilidade de tempestades atingirem o status de "grande furacão" (categoria 3 ou mais, com ventos sustentados de no mínimo 180km/h - 110 mph) aumentou década após década. "A mudança é de cerca de 8% por década", disse Jim Kossin, autor do estudo, à CNN em maio passado.

Segundo o estudo, o aquecimento global faz com que furacões, tufões e ciclones tropicais se tornem cada vez mais fortes e mais mortais enquanto o tempo passa.

Leia o estudo no PNAS (em inglês): Global increase in major tropical cyclone exceedance probability over the past four decades

O furacão Laura

O Laura, que atingiu principalmente a costa da Lousiana dias atrás, onde deixou um rastro de destruição e 16 mortos, segundo Allison Chinchar e Brandon Miller, meteorologistas da CNN, pode ser um exemplo desta mudança, já que quebrou vários recordes: 1) registrou o nível de água mais alto no medidor do rio Mermentau em Grand Chenier. O medidor atingiu o pico de 17,14 pés, mais de 4 pés acima da altura anterior de 13 pés do furacão Audrey em junho de 1957; 2) Laura foi a sétima tempestade nomeada a atingir os EUA até agora em 2020, a maior parte antes do final de agosto (quatro tempestades tropicais e três furacões).

O serviço de meteorologia da ONU considerou o Laura a tempestade mais forte da Temporada de Furacões no Atântico de 2020.

Em sua passagem pelo Caribe, o furacão havia deixado ao menos outras 23 pessoas mortas.

Nota: tempestades são nomeadas (recebem nomes) a cada Temporada de Furacoes (ou Tufões ou Ciclones, dependendo da região onde ocorrem) sempre que atingem determinado nível de intensidade.

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