Morre o ator britânico John Hurt aos 77 anos

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Agência VOA

28 de janeiro de 2017

John Hurt
Imagem: Walterlan PapettiWikimedia Commons.

Nascido em 22 de janeiro de 1940, na cidade de Chesterfield, em Derbyshire, norte da Inglaterra, John Vincent Hurt era de uma família religiosa. Seu pai, além de matemático, foi pároco na cidade de Woodville.

Os primeiros passos como ator foram em sua escola primária em Kent, um condado no sudeste da Inglaterra, no qual ele interpretou uma menina em uma produção infantil sobre a história de duas crianças que procuravam a felicidade com a ajuda de uma fada.

Durante sua adolescência, seus pais queriam que ele conseguisse um trabalho estável, sugerindo que procurasse um emprego como professor de arte. Com essa ideia ele mudou para Londres e passou um tempo na Escola de Arte de St Martin.

Em 1960, foi premiado com uma bolsa para estudar na Academia Real de Arte Dramática, o que lhe permitiu iniciar a sua carreira de ator, apesar da reticência inicial de seus pais.

Dois anos depois conseguiu um pequeno papel no filme romântico "The Wild and the Willing", que lhe proporcionou seu primeiro ordenado semanal de 75 libras.

Residindo na capital britânica, Hurt consegui diversos papéis no teatro onde conheceu a atriz Annette Robertson, com quem se casou, tendo o casamento durado apenas dois anos.

Sua atuação mais importante foi interpretar Richard Rich, no filme "A Man for All Seasons". Apesar o seu papel não ser de grande importância, o sucesso do filme, que ganhou vários Oscars, permitiu-lhe fama.

Cinco anos mais tarde, Hurt foi nomeado para o prémio britânico Bafta por seu papel como Timothy Evans, em "10 Rillington Place" uma história real sobre o caso de um homem que ele foi condenado e enforcado por um crime que não cometeu. Em 1975, ele ganhou o prêmio por sua interpretação de Quentin Crisp na adaptação televisiva da vida do ator e escritor.

Na televisão, será lembrado por representar o imperador romano Calígula na adaptação da BBC "I, Claudius".

Em 1978, Hurt foi nomeado para o Óscar por seu papel de viciado em heroína no filme de Alan Parker "O Expresso da Meia-Noite", e um ano mais tarde se tornou ainda mais famoso por seu papel no filme "Alien", especialmente pela cena em que um pequeno monstro sai de seu peito.

No entanto, para os cineastas, o seu papel mais proeminente foi o de Joseph Merrick no filme "O Homem Elefante".

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