Histórico: Capitólio é invadido por manifestantes pró-Trump que tentam impedir certificação de Biden

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6 de janeiro de 2021

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Manifestação no Capitólio
Imagem dos manifestantes no Capitólio

Centenas de manifestantes pró-Trump se reuniram hoje à tarde em frente ao Capitólio, sendo que dezenas deles invadiram o prédio, para tentar impedir a certificação de Joe Biden pelo Congresso. O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão, teve que ser evacuado, assim como todos os congressistas, incluindo a senadora Kamala Harris, que será a vice-presidente dos Estados Unidos que assumirá em 20 de janeiro próximo.

O manifesto vinha sendo organizado há dias por grupos como o Predefinição:Proud Boys, que usavam inclusive as redes sociais para anunciar o evento. Donald Trump, que desde antes das eleições de novembro passado diz que o pleito foi fraudado, apoiava o protesto e chegou a fazer um discurso antes da marcha rumo ao Capitólio começar (assista aqui).

As forças policiais tentaram conter a invasão, sem sucesso, sendo que um manifestante chegou a sentar na cadeira do Presidente do Congresso, cargo ocupado sempre pelo vice-presidente do país, atualmente Mike Pence.

Há relatos de que ao menos um dos invasores portava uma arma.

Horas antes da sessão iniciar, Pence havia divulgado uma carta em suas redes sociais dizendo que não cabia a ele impedir a certificação e que ele cumpriria a lei. Trump comentou no Twitter: "Mike Pence não teve a coragem de fazer o que deveria ter sido feito para proteger nosso país e nossa Constituição, dando aos Estados a chance de certificar um conjunto corrigido de fatos e não os fraudulentos ou imprecisos que foram solicitados a certificar previamente. Os EUA exigem a verdade!"

Vítima fatal e feridos

Uma mulher foi atingida por um tiro dentro do Capitólio. Ela chegou a ser levada a um hospital, em estado crítico, mas morreu no final desta tarde (em horário local). Também há registros de feridos.

25ª Emenda e impeachment

A ação chocou tanto democratas como republicanos aliados de Trump e muitos cobraram uma posição enfática do ainda presidente nas suas redes sociais, o que não aconteceu, tendo ele apenas escrito, mais de uma hora depois da invasão: "estou pedindo a todos no Capitólio dos Estados Unidos que fiquem em paz. Sem violência! Lembre-se: nós somos o Partido da Lei e da Ordem - respeite a Lei e nossos grandes homens e mulheres em azul. Obrigado!"

Congressistas, jornalistas e especialistas em Política disseram que o presidente deveria ter dito que admitia a derrota e que Biden havia sido eleito de forma democrática.

Uma deputada democrata anunciou que havia entrado com o pedido de impeachment de Trump, enquanto jornais reportavam que havia rumores de que vários parlamentares estariam discutindo o uso da 25ª Emenda, que dá o poder de destituir um presidente que não tenha condições de presidir o país. Neste caso, Pence assumiria até a posse de Biden no próximo dia 20.

Reações

Pence usou seu Twitter cerca de uma hora depois do início do tumulto para dizer: "protestos pacíficos são um direito de todo americano, mas este ataque ao nosso Capitólio não será tolerada e aqueles envolvidos serão processados de acordo com a lei".

O senador republicando Adam Kinzinger disse que o incidente uma tentativa de golpe de estado.

Ted Cruz, aliado de Trump e que hoje pretendia questionar o resultado na sessão no Congresso, usou o Twitter para escrever: "aqueles que estão atacando o Capitólio precisam parar agora. A Constituição protege o protesto pacífico, mas a violência - da esquerda ou da direita - é sempre errada. E aqueles que estão envolvidos na violência estão prejudicando a causa que dizem apoiar".

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, também usou o Twitter para se manifestar. "Cenas vergonhosas no Congresso dos EUA. Os Estados Unidos representam a democracia em todo o mundo e agora é vital que haja uma transferência de poder pacífica e ordeira", escreveu.

Em nome de Maduro, presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores, manifestou numa nota: "a Venezuela expressa sua preocupação pelos atos de violência que estão ocorrendo na cidade de Washington, EUA; condena a polarização política e aspira que o povo americano possa abrir um novo caminho em direção à estabilidade e justiça social".

Trump é bloqueado nas redes sociais

O Facebook anunciou no final da tarde que havia excluído um vídeo da conta do presidente para evitar novas incitações à violência. O Twitter, em seguida, removeu duas publicações e no início da noite, o Instagram e o YouTube seguiram as ações das outras redes sociais e excluíram postagens parecidas.

Twitter, Facebook e Instagram posteriorme bloquearam as contas do presidente até amanhã.

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