Grupo RBS anuncia venda operações de mídia em Santa Catarina

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8 de março de 2016

O Grupo RBS, grupo de comunicação brasileiro sediado em Porto Alegre (capital do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil), dono de marcas como Zero Hora e RBS TV (afiliada à TV Globo), anunciou ontem a venda de suas operações de mídia no Estado de Santa Catarina para a NC Investimentos, do empresário Carlos Sanchez (controlador da farmacêutica EMS) e Lirio Parisotto (um dos maiores investidores da Bovespa e dono de uma fortuna de 1,1 bilhão de dólares, o que faz dele um dos 30 maiores bilionários brasileiros, segundo a revista Forbes).

O valor da transação não foi divulgado, mas segundo a imprensa brasileira especializada em rádios e TVs, o acordo entre os acionistas pelo valor foi entre R$ 700 a 800 milhões de reais, que se for confirmado, é um ótimo negócio para quem comprou. Até o anúncio da venda, o Grupo RBS era considerado o maior grupo regional privado de mídia do Brasil, reunindo 57 veículos e atuando com supremacia no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

A aquisição inclui das emissoras RBS TV Florianópolis, Blumenau, Joinville, Centro-Oeste, Chapecó e Criciúma, os jornais Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, A Notícia e Jornal de Santa Catarina e as rádios CBN Diário, Itapema e Atlântida. Com a venda, a estratégia da RBS é concentrar seus esforços no Rio Grande do Sul, onde o grupo foi fundado em 1957. A empresa de comunicação está em Santa Catarina há 37 anos.

Em paralelo, o grupo informou que Mário Neves,diretor-geral da emissora em Santa Catarina, será o presidente da "nova" empresa. "A sinergia entre as empresas em Santa Catarina será mantida a partir de parcerias operacionais e comerciais", complementou a RBS, em comunicado. "O processo de transição será gerido a partir de comitês com o objetivo de garantir a continuidade e a excelência das operações.", disse.

O Grupo NC é responsável pelos investimentos de private equity dos controladores do Grupo EMS, maior conglomerado farmacêutico brasileiro. Procurados, os grupos RBS e NC disseram que não havia ninguém à disposição para comentar o negócio.

A conclusão do negócio, que envolve operações de TV, rádio e jornal, está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de outros órgãos reguladores, como Anatel.

Lista

Fachada Emissora Matriz Filial Data de
fundação
Ref
RBS TV Blumenau Blumenau Itajaí 2 de setembro de 1980 [1]
RBS TV Centro-Oeste Joaçaba Lages 1 de junho de 2005 [2]
RBS TV Chapecó Chapecó Concórdia 23 de abril de 1982 [3]
RBS TV Criciúma.jpg RBS TV Criciúma Criciúma Tubarão 1 de setembro de 1995 [4]
RBS TV Florianópolis.JPG RBS TV Florianópolis Florianópolis São José 1 de maio de 1979 [5]
RBS TV Joinville.jpg RBS TV Joinville Joinville Jaraguá do Sul 7 de dezembro de 1979 [6]

Em Santa Catarina, as operações em comunicação incluem a RBS TV (afiliada da TV Globo e líder de audiência), TV COM (Florianópolis), quatro emissoras de rádio (Atlântida, CBN Diário e Itapema de Florianópolis e Joinville) e os quatro maiores jornais do estado (Diário Catarinense, A Notícia, Jornal de Santa Catarina e Hora de Santa Catarina). Mas a presença do grupo no estado não se marca apenas pela ocupação e exploração dos principais segmentos. É preciso reconhecer que o conglomerado contribuiu para profissionalizar muitas práticas (editoriais, comerciais e de gestão) e soube projetar sombras assustadoras sobre seus concorrentes. Não é exagero dizer que as comunicações nunca mais foram as mesmas depois que os Sirotsky esticaram os olhos para além de suas fronteiras gaúchas.

Íntegra da "Carta aberta aos catarinenses"

Neste momento em que é anunciada a conclusão do acordo para a venda das operações que atuam sob a marca RBS em Santa Catarina, pedimos licença para dirigir uma mensagem a todos os catarinenses. Desde que a RBS chegou a Santa Catarina – e lá se vão quase 37 anos – tornou-se evidente que brotava naquele maio de 1979 muito mais que um investimento empresarial dos vizinhos ao sul. Surgia ali uma associação emocional entre a RBS e os catarinenses, uma combinação que nasceu e se desenvolveu em um imutável compromisso da empresa: refletir por meio de seus profissionais e veículos os anseios, as vocações e a extraordinária diversidade de Santa Catarina rumo a seu futuro.

Nas mais de três décadas e meia de presença da RBS em solo catarinense foi assim. Torcemos e celebramos juntos as muitas conquistas no esporte, na economia e na vida das pessoas, como a duplicação da BR-101. Choramos com as enchentes e os acidentes mas trabalhamos dia e noite para que o sofrimento fosse superado o mais rapidamente possível. Na nossa missão de informar, também criticamos e denunciamos coisas que nos pareciam erradas, sempre com a intenção de aprimorar a sociedade. Nos empenhamos em todos os espaços para que Santa Catarina fosse ouvida e admirada pelo seu próprio povo e pelo Brasil inteiro. Lutamos sem descanso pelas reivindicações e aspirações dos catarinenses, e também sofremos com as inevitáveis frustrações.

Nos orgulhamos ainda por ter criado ao longo destes quase 37 anos milhares de empregos e por inaugurar uma inovação tecnológica atrás da outra em nossos veículos de Santa Catarina. Mas aqui não é o espaço para essa contabilidade. Nesta carta, queremos agradecer profundamente a todos os catarinenses por nos ajudar a construir um sonho: uma grande empresa de comunicação que refletisse um grande Estado e sua gente extraordinária. Esse sonho só foi possível graças ao apoio do público, de clientes, de agências de publicidade e de todos os colaboradores da RBS que fizeram e fazem parte desta história. A eles, nosso reconhecimento e gratidão.

Desejamos que os novos controladores das TVs, dos jornais e das rádios sejam tão bem recebidos pelos catarinenses como nós o fomos. Temos a certeza de que os profissionais que vocês conhecem e admiram seguirão dando o máximo de si para dignificar suas atividades, a empresa, as comunidades e o Estado em que vivem.

Por fim, gostaríamos de relembrar a campanha com que a RBS desembarcou aqui em 1979 – "Santa Catarina, meu Amor" - para dizer do fundo do coração: aprendemos com os catarinenses a amar esta terra para sempre. Muito obrigado, Santa Catarina.

Grupo RBS

Histórico

No dia 6 de fevereiro, o jornalista Paulo Alceu anunciou através do blog que a mantém em Florianopólis, sobre esta venda, citando em rede social no dia anterior (5), que naquele mesmo dia, o grupo sediado em Porto Alegre, se apressou a desmentir horas depois.

No dia 6 de março, menos de um mês depois, voltou a circular novamente esta informação, desta vez mais consistentes da própria RBS, como a de que os acionistas do grupo teriam sido comunicados, e que uma video-conferência daria a notícia aos empregados. Isso se deu no início da tarde de ontem (7 de março), quando todos os funcionários foram reunidos para comunicado oficial. Nelson, Pedro e Eduardo Sirotsky falaram pela RBS. Ao lado deles, estavam Lírio Parisotto, Carlos e Marcus Sánchez, os compradores.

Para alguns analistas, um fator foi decisivo nesta história: o envolvimento da RBS num grande esquema de corrupção para abater ou perdoar dívidas fiscais, investigado pela Polícia Federal na Operação Zelotes. A menção ao grupo não apenas teria trazido prejuízos financeiros e de imagem como teria azedado as relações com a TV Globo, principal parceira.

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Fontes

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