Governo e a guerrilha aceitam cessar-fogo na Somália

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

2 de março de 2009

Mogadíscio, Somália — O novo presidente da Somália, Sharif Sheikh Ahmed, aceitou anteontem, um cessar-fogo com os rebeldes islamitas que lutam contra o governo Al-Shabab e a introdução no país da sharia, lei islâmica. O acordo acontece após negociações mediadas por líderes religiosos locais.

O governo tem mantido lutas com o grupo islâmico Al-Shabab, com laços com a Al-Qaeda. Os conflitos fizeram nos últimos dias pelo menos 30 mortos. O grupo conquistou no dia 26 de janeiro, a cidade de Baidoa, onde funcionava o Parlamento, forçado, desde aí, a reunir no exílio, no Djibouti.

Sheikh Sharif é um antigo líder rebelde moderado e foi eleito presidente o mês passado.

O acordo que agora aceitou terá de ser votado e aprovado no Parlamento, mas Sharif fez saber que, no que toca ao governo, não há problema algum em o povo ser regido pela sharia.

Cessar-Fogo

O xeque Sharif Sheik Ahmed, afirmou que o governo e grupo insurgente islâmico Al-Shabab, chegaram a um acordo de cessar-fogo, dias após dezenas de civis morrerem em combates na capital somali. Integrantes do clã dominante de Mogadiscio, os Hawiye, mediaram as negociações entre o governo e o Partido Islâmico, um dos dois maiores grupos insurgentes da Somália.

"Nós esperamos que todas as divergências sejam solucionadas pacificamente", afirmou Ahmed, em uma coletiva de imprensa no palácio presidencial, em Mogadiscio. O presidente se recusou a dar qualquer outro detalhe sobre o acordo de paz. O porta-voz do Partido Islâmico, o xeque Muse Abdi Arale, afirmou que tudo está correndo na direção correta, mas também não deu maiores detalhes sobre o assunto.

Alguns dos piores combates em Mogadiscio ocorreram nas últimas semanas. Insurgentes islâmicos atacaram tropas do governo e da União Africana durante dois dias consecutivos na semana passada. Segundo a Organização de Direitos Humanos Elman, ao menos 49 civis foram mortos durante os ataques.

Mogadiscio tem sido o centro da violência na Somália nos 18 anos em que o país vive sem um governo efetivo. O Partido Islâmico se opõe à presença das tropas da União Africana na Somália e prometeu combatê-las até que elas saiam do país.

Controle

Atualmente, o governo controla diretamente apenas algumas áreas de Mogadiscio e da cidade litorânea de El Berde. No entanto, Ahmed, o islamita moderado que se tornou presidente da Somália em 30 de janeiro, possui aliados entre as milícias que controlam boa parte do centro e algumas áreas do sul do país.

A Somália não tem um governo efetivo desde 1991, quando guerrilheiros e militares desertores depuseram o ditador Mohamed Siad Barre. Depois disso, os guerrilheiros e militares se dividiram e começaram a lutar entre si, levando a nação de 7 milhões de habitantes na época, hoje com mais de 10 milhões, ao caos.

Notícias Relacionadas[editar]

Fontes[editar]