Freiras italianas sequestradas na Somália afirmam que foram bem-tratadas

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28 de fevereiro de 2009

Nairóbi, Quênia


As duas freiras italianas que foram libertadas em 19 de fevereiro, após serem sequestradas em 10 de novembro do ano passado perto da fronteira do Quênia com a Somália, afirmaram na última quinta-feira, dia 26, em Nairóbi, que foram bem tratadas pelos sequestradores.


Não foram violentos, foram muito respeitosos. Um dia, nos deram uma Bíblia que disseram ter obtido da bolsa de um soldado etíope morto
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As religiosas, de 67 e 60 anos, explicaram que os sequestradores "disseram que eram do Shabab, e mostraram uma foto de Osama bin Laden em um celular para assustar".

O Al-Shabab é a ala militar do extinto União dos Tribunais Islâmicos (UTI), que governou Mogadíscio, a capital da Somália, o sul e centro do país entre junho a dezembro de 2006, quando foi expulsa por tropas somalis apoiadas pelo Exército etíope.

Esta foi a primeira aparição à imprensa das freiras após serem libertadas.


Os sequestradores nos levaram, em uma viagem que durou cinco dias, a Mogadíscio, onde permanecemos até meados de fevereiro.
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Não foram divulgados detalhes sobre a libertação das freiras, mas as duas aparentavamm estar bem, embora se mantenham sob vigilância médica.

Um sacerdote que trabalhava junto às freiras no Quênia disse que além dos cuidados médicos está previsto um retiro para ajudar a recuperar as duas mulheres.

Histórico

O rapto ocorreu no dia 10 de novembro do ano passado, após a incursão de um grupo armado da Somália numa aldeia do Quênia que fica perto da fronteira. De seguida as duas religiosas, do Movimento Missionário Contemplativo Pe. Foucauld, foram levadas para a Somália e mantidas em cativeiro até à semana passada.

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Fontes