Forças Federais do México tomam controle de 12 municípios do Guerrero no caso dos estudantes desaparecidos

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20 de outubro de 2014

Pessoal da Polícia Federal (PF), a Gendarmeria Nacional e o Exército tomaram o controle da segurança pública de 12 municípios do Estado de Guerrero e um do Estado do México, pelo caso dos 43 estudantes desaparecidos em Iguala de la Independencia em 26 de setembro passado.

Por outro lado, Monte Alejandro Rubido García, comissionado nacional de Segurança Pública, informou que o governo solicitou formalmente a assistência técnica da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Em conferência de imprensa, Jesús Murillo Karam, titular da Procuradoria Geral da República, destacou que o governo continua a realizar diversas ações para encontrar aos desaparecidos e deterem aos responsáveis. "Para o propósito de recuperar a segurança e tranquilidade, o governo da República, no marco de suas atribuições e em acordo com as autoridades estaduais, implementou uma operação específica em ditas zonas".

Pelo que ademais de Iguala e Cocula, as forças federais assumiram o controle da Ciudad Apaxtla de Castrejón, Buenavista de Cuéllar, General Canuto A. Neri, Ixcateopan de Cuauhtémoc, Pilcaya, Taxco de Alarcón e Teloloapan, municípios da regão Norte de Guerrero. Enquanto que em Tierra Caliente se tomou o controle de Arcelia, Coyuca de Catalán, Pungarabato, San Miguel Totolapan e Tlapehuala, em Guerrero, e Ixtapan de la Sal, Estado do México.

Durante duas semanas, se despenhou uma operação de busca em Guerrero. Estes novos reforços se somam a uma força de quase 1000 policiais e 350 militares, que no momento haviam encontrado diversas fossas clandestinas com cadáveres. Em uma delas encontraram 28 cadáveres, no entanto, a PGR se adiantou a afirmar que não eram os estudantes desaparecidos, logo de dar-se a conhecer os resultados de provas genéticas realizadas aos restos.

Na quinta-feira passada, o sacerdote Alejandro Solalinde, Prêmio Nacional dos Direitos Humanos do México em 2012, declarou à RIA Novosti que os estudantes estavam mortos e que inclusive alguns foram queimados vivos. Murillo chamou o padre a declarar ante à procuradoria; embora Solalinde aceitou, advertiu que "as testemunhas [que lhe informaram da morte dos estudantes] temem por sua vida".

Os mataram. Escute ao governador [de Guerrero, Ángel Aguirre] decidir que teria esperança de que estiveram com vida. Que hipócrita! Ele sabe perfeitamente que os mataram e sabe como os mataram.

Solalinde

A situação desencadeou manifestações e reclames em diversas cidades do México, onde estudantes, professores e a população em geral gritaram ao governo: "Vivos se os levaram, vivos os queremos!". Ademais numerosas cidades do mundo, organizações internacionais (como Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia e Anistia Internacional) e organismos humanitários se uniram ao chamado. No momento se haviam detido os 36 policiais municipais e 17 delinquentes pertencentes ao grupo criminal Guerreros Unidos.

Vivos se os levaram, vivos os queremos!

gritaram em diversas partes do México e o mundo pessoas indignadas com a situação de Iguala.

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Fontes

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