Ex-senador boliviano Roger Pinto Molina morre no Brasil

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Roger Pinto Molina em 11 de setembro de 2013.
Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom (ABr).

16 de agosto de 2017

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O ex-senador boliviano Roger Pinto Molina morreu hoje, aos 57 anos, em um hospital público de Brasília. Molina vivia no Brasil desde 2013, quando pediu asilo político afirmando perseguição por parte do governo boliviano. No último sábado (12), o ultraleve que ele pilotava caiu em Luziânia (interior de Goiás), região do entorno do Distrito Federal. Único ocupante da aeronave, o ex-senador sofreu múltiplos ferimentos e foi internado com traumatismo cranioencefálico.

Roger Molina estava no Brasil desde 2013, quando buscou asilo no país alegando perseguição política. Antes, ele viveu alguns meses na embaixada brasileira na Bolívia, em condição de asilado. Para deixar o país natal, o ex-senador precisava da concessão de um salvo-conduto, que consiste em uma permissão para que pudesse transitar pelo território sem ser preso. Mesmo sem receber o documento, Molina entrou no Brasil, com o apoio de autoridades brasileiras, o que causou polêmica.

Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Molina sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu às 4h43 de hoje (16), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base do Distrito Federal, onde estava internado desde sábado (12), sedado e respirando com a ajuda de aparelhos. O corpo do político boliviano foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML).

Desastre

No último sábado (12), ex-senador boliviano Roger Pinto Molina pilotava o ultraleve nas proximidades de Luziânia (GO), região do entorno do Distrito Federal e único ocupante da aeronave. No entanto, o ultraleve perdeu altura e caiu.

Na queda, o ex-senador sofreu múltiplos ferimentos e foi atendido pelos médicos ainda no local do acidente, após serem chamados por testemunhos. Após a transferência para o Hospital de Base, foram feitas tomografias, exames laboratoriais e de raio X, drenagem bilateral no tórax e traqueostomia de urgência.

Ele encontra-se politraumatizado, com traumatismo cranioencefálico e em ventilação mecânica. O Hospital de Base do Distrito Federal informou no último domingo (13) que o estado de saúde do ex-senador boliviano era grave e instável.

Investigações

A Aeronáutica investiga as causas do acidente. No domingo (13), o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informou que iniciou operações para investigar as causas do acidente.

No mesmo dia, nvestigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos estiveram no local do acidente para fazer registros fotográficos, coletar documentos e entrevistar pessoas que testemunharam a queda da aeronave.

“O objetivo da investigação realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pelos seus serviços regionais é prevenir novas ocorrências com características semelhantes”, diz nota oficial divulgada pelo órgão.

Histórico

Eleito por um partido de oposição ao presidente boliviano Evo Morales, Molina tornou-se conhecido no Brasil em 2012, quando se refugiou na embaixada brasileira na Bolívia, onde viveu alguns meses na condição de asilado político. Para deixar seu país, o ex-senador precisava da concessão de um salvo-conduto, ou seja, de uma permissão para que pudesse transitar pelo território boliviano sem ser preso.

Como as autoridades bolivianas não concediam a autorização, alegando que o político tentava escapar do país para não responder na Justiça a um processo por suspeita de causar danos econômicos ao Estado da ordem de US$ 1,7 milhão, funcionários da embaixada brasileira decidiram transportar Molina até o território brasileiro a bordo de um carro oficial, que não foi parado durante todo o trajeto entre La Paz e Corumbá (oeste de Mato Grosso do Sul).

A operação foi autorizada pelo então chefe de chancelaria da embaixada, ministro Eduardo Saboia, que substituía, temporariamente, o embaixador brasileiro Marcelo Biato. À época, autoridades do governo boliviano pediram explicações ao Brasil. Em meio à polêmica, o então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, pediu demissão do cargo.

Fontes