Devido às sanções, Rússia abre as portas às exportações de alimentos da América Latina

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Um barco com contêineres (imagem com fins ilustrativos)
Foto: John Murphy.

21 de agosto de 2014

Rússia — A Federação Russa já decidiu abrir as portas para as exportações de alimentos da América Latina, ao mesmo tempo que proibiu as importações não só à UE, mas que também aos produtos dos EUA, Japão, Austrália e Canadá. Isto se deu devido ao conflito armado ucraniano e especialmente a derrubada do avião da Malaysia Airlines na zona de conflito. A União Europeia (UE) e os Estados Unidos acusam a Rússia disto e impuseram sanções em diferentes áreas de sua economia. Rússia respondeu com o bloqueio à importação de alimentos destes países por um ano, esta brecha busca ser saldada com produtos da latino-americanos. Embora ontem o país modificou a lista de alimentos, permitindo a entrada de alguns. Rússia é o quinto importador de alimentos do mundo.

As importações dos países afetados pelas sanções russas incluem principalmente alimentos frescos como carne bovina e de porco (ou cerdo), aves, pescado, queijos e produtos lácteos, hortaliças (vegetais) e frutas. O grande mercado russo conta com 145 milhões de pessoas. Muitos países latino-americanos viram como positiva a oportunidade para aumentar os laços comerciais com Rússia e dado que América Latina é um grande exportador de alimentos a notícia russa é de relevante. Por outro lado, a União Europeia tenta dissuadir os países latino-americanos para que não busquem abastecer a Rússia destes produtos.

Enquanto isso, a União Europeia, que segundo o jornal britânico The Guardian, exportou para Rússia no ano passado, um total de 11 bilhões (11 mil milhões) de euros, sofrerá perdas milionárias que não ajudam em nada a já desacelerada economia europeia. A medida pode acarrear super-abundância de alimentos com a sua concorrência feroz correspondente entre produtores que faz pensar que os preços dos alimentos caíram na Europa. Vários líderes de países europeus como a Suécia, Hungria e Eslováquia já vêem estas sanções (as primeiras impostas à Rússia e a resposta russa) como um dano à economia europeia. O líder húngaro se referiu a questão das sanções econômicas como “um tiro no [próprio] pé”.

No dia anterior, o Kremlin modificou a lista de alimentos sancionada no veto de 7 de agosto passado, buscando facilitar o abastecimento de produtos orientados a pessoas alérgicas ou com necessidades especiais. Além para não perder a competitividade na agricultura russa. Os produtos que ficaram fora da proibição são leite e produtos lácteos sem lactose, batatas, cebola, milho híbrido doce e ervilhas. As hortaliças (vegetais) que serão utilizadas ​​para o plantio. Além salmão e truta, suplementos alimentares e suplementos vitamínicos. Porém ampliando as restrições aos pescados vivos, com exceção do salmão.

Fontes[editar]

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