Covid-19: Rússia apresenta vacina Sputnik V na ONU; vacinação em massa deve começar semana que vem

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2 de dezembro de 2020

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A Missão Permanente da Rússia junto à ONU e ao Ministério da Saúde fez uma apresentação anti-Covid-19, a Sputnik V (vacina), durante uma sessão especial da Assembleia Geral das Nações Unidas.

No evento virtual "Sputnik V: uma vacina contra o COVID-19", os participantes discutiram os testes, seu preço, volumes de produção futuros e a cooperação com parceiros estrangeiros.

O candidato principal

O ministro da Saúde, Mikhail Murashko, disse que mais de 40.000 pessoas participaram dos testes da vacina na Rússia, Belarus, Índia, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. Além disso, a possibilidade de realizar testes também está sendo discutida com o Brasil e outros países.

"No momento, ela [a vacina] está entre as principais vacinas candidatas [a prevenir a Covid] em fase final dos testes clínicos e no início da produção em massa", disse Murashko, acrescentando que a Sputnik mostrou "uma poderosa imunológica dos anticorpos".

O chefe do Ministério da Saúde afirmou que os ensaios clínicos do medicamento ainda estão em curso, mas que já foram vacinados mais de 100 mil russos dos grupos de risco.

Produção de vacinas

Segundo Murashko, a Sputnik V já começou a ser entregue em todas as regiões do país para dar início à campanha de vacinação em massa num futuro próximo. O ministro acrescentou que a Rússia pretende aumentar a produção do imunizante no país e no mundo.

Putin ordena iniciar a vacinação contra o coronavírus na próxima semana

O presidente russo, Vladimir Putin, instruiu a vice-primeira-ministra Tatyana Golikova para dar início à vacinação em larga escala contra o coronavírus na próxima semana.

Conforme especificado pelo chefe de estado, ele discutiu anteriormente com Golikova e o primeiro-ministro Mikhail Mishustin sobre a produção de medicamentos para a Covid.

“Sei que mais de dois milhões de doses já foram produzidas em nosso país ou serão produzidas nos próximos dias. Isso nos dá a oportunidade de começar, senão em massa, a vacinação em larga escala e, é claro, conforme acordado, principalmente de dois grupos de risco: médicos e professores", disse Putin.

Disputa: que país será o primeiro?

As autoridades russas não perderam tempo em anunciar novos dados sobre a Sputnik V e o início da vacinação, já que poucas horas antes o MHRA do Reino Unido havia reportado que a vacina da Pfizer havia sido liberada para uso emergencial no país.

Meses atrás, a Rússia já tinha autodeclarado ser o primeiro país a ter registrado uma vacina, a Sputnkik V. No entanto, os dados sobre a vacina são incertos até hoje e, tampouco, a vacinação em massa havia começado.

A BBC reportou em agosto passado que o anúncio precoce russo sobre o registro era uma "mensagem política", mas que os críticos estavam receosos com "processo científico de desenvolvimento" da Sputnik.

Segundo a BBC também, "houve denúncias de atalhos indevidos, espionagem, questões antiéticas, ciúmes e nacionalismo" envolvidos na produção de vacinas anti-Covid ao redor do mundo e que o imunizante é uma "promessa de glória e validação para quem tiver sucesso".

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