Começa a XXIV Ibero-Americana no México

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9 de dezembro de 2014

Veracruz, México — O presidente do México, Enrique Peña Nieto deu início hoje à XXIV Cúpula Ibero-americana de chefes de Estado e de Governo de países da América Latina e Península Ibérica que falam as línguas portuguesa (ou lusa) e espanhola (ou castelhana) com um chamado aos colegas para que se unam na missão de fazer da educação, da inovação e da cultura (temas da reunião) os fatores "de desenvolvimento e de bem estar dos povos" da região.

Nós, os ibero-americanos, podemos contribuir com nosso talento com outras nações [a fim de avançar por este caminho].

Peña Nieto, nas costas do Golfo do México

Ainda de acordo com Nieto, é preciso "investir em ciência e tecnologia" pois "inovação e desenvolvimento formam um caminho para o crescimento econômico sustentável a longo prazo". O encontro teve início com a presença de 19 dos 22 chefes de estados e governos da região. Peña Nieto irá passar hoje a presidência pro-tempore do organismo ao presidente de Colômbia, Juan Manuel Santos.

Brasil e Portugal[editar]

Nas presenças de países lusos, os chefes de Estado (presidente) do Governo (primeiro-ministro) de Portugal, respectivamente Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho, compareceram a cimeira (como é chamado "reunião" em Portugal no Brasil), além do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete. No entanto, a presidenta do Brasil, Dilma Rouseff se ausentou na reunião e no lugar dela está o vice-presidente Michel Temer.

Convite[editar]

Segundo a Agência Lusa, Cavaco Silva, convidou hoje a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, a visitar Portugal no início de junho de 2015, por ocasião de várias iniciativas sobre a economia do mar, tema de interesse mútuo, durante a cúpula, na qual os chefes de estados dos dois países se encontraram.

As energias de fontes renováveis, como a geotérmica, a biomassa e energia das marés, foram um dos temas abordados neste encontro, no qual também se falou da possibilidade de uma cooperação trilateral com África, em particular com Moçambique, associada ao plano empresarial.

Saída de Portugal e Espanha da Recessão 2008[editar]

Durante a cimeira, num texto dedicado ao tema da Inovação, Passos Coelho elogiou os esforços dos países ibéricos (Portugal e Espanha) durante a crise, mas acusa outros países europeus de atrasar a recuperação da Zona do Euro.

Coelho elogiou a agenda de transformação estrutural desenvolvida por ele próprio e por primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, deixou críticas ao atraso de outros países europeus nessa matéria.

Guayabera[editar]

Chamou atenção da imprensa mexicana e internacional, o uso da roupa guayabera, camisa usada na América Central e no Caraíbas (Caribe no Brasil) ao invés de fatos (paletós no Brasil) e gravatas, muito comum nos encontros de chefes de estados e governos.

Guayabera é feita de linho, com cor branca e dois bolsos a nível da cintura. Para respeitar a tradição local, a maioria dos líderes europeus e da América do Sul, reunidos no encontro alinharam neste dress code.

Apenas dois líderes preferiram manter o fato (paletó), nomeadamente os presidentes de Uruguai, José Mujica; Otto Pérez Molina, da Guatemala; Horacio Cartes, governante do Paraguai, que optou por gravata amarela com fato (paletó) escuro. Outros arranjaram maneiras criativas de participar como Michelle Bachelet, presidenta do Chile, que usou um vestido e casaco de cor bege.

Já Mariano Rajoy ficou divido entre abraçar a tendência ou vestir-se como habitualmente, aparecendo na parte da manhã com fato (paletó) e na parte da tarde envergando a guayabera. Aparentemente, o primeiro-ministro espanhol resistiu até ao fim, mas o seu chefe de gabinete lá lhe explicou que a maior parte dos líderes alinhava no uso da camisa tradicional, adiantou jornal espanhol ABC.

Decisões e Críticas[editar]

A reunião, que agora será bianual, registrou grandes ausências, além da Dilma Rousseff, outra mandatária da Argentina, Cristina Kirchner, incluindo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Os três mandatários que se ausentaram enfrentam problemas internos desde ano passado, quando os constantes aumentos de preços, denúncias de corrupção e perseguição à imprensa pelos governos (aliada às péssimas condições na saúde, educação, transporte, alta da inflação, criminalidade, entre muitos outros), levaram cidadãos a irem às ruas quase todos os dias.

Fontes[editar]

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