Clima inclemente afeta produção agrícola no Brasil; preço do café pode subir 40%

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15 de agosto de 2021

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A estiagem generalizada dos últimos meses e as três ondas polares recentes que chegaram a atingir boa parte dos estados do Sul, Centro e Sudeste devem causar perdas na produção agrícola do Brasil este ano. Entre as lavouras atingidas estão, por exemplo, as de café, feijão e milho.

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção do feijão este ano deve ser 8,8% menor que a de 2019-2020. A queda, de acordo com o órgão, se deve principalmente, à seca nas principais regiões produtoras do país.

Já o milho safrinha, segundo o Climatempo, pode ter uma quebra de 42 a 48% no Paraná, o 2º estado com maior produção agrícola no país (veja a lista aqui) devido ao frio recente. No entanto, a Conab não espera queda na produção de forma geral no país, estimando, sim, um novo recorde, com a colheita de 8,6 milhões de toneladas.

Quanto ao café, a Emater de Minas Gerais estima que 19,1% da área produtora do estado foi atingida pelas geadas. A produção prevista, de acordo com a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), também depende da próxima florada, que pode ser afetada pela falta de chuva. Com isto, o grão tem visto subsequentes aumentos de preço em todo mundo há pelo menos três meses e pode chegar a custar 40% a mais ainda este ano no Brasil. “Será o maior aumento no Brasil em 25 anos”, disse o presidente da Abic.

De acordo com a Conab no 11º Levantamento da Safra de Grãos 2020/2021, a produção brasileira de grãos deve ser 1,2% menor este ano – apesar de ter havido aumento de área plantada em mais de 4%.

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