Ciclone-zumbi: furacão Paulette ganha definição poética

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23 de setembro de 2020

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A temporada movimentada de furacões no Atlântico Norte este ano - que fez com que faltassem nomes tradicionais para nomear os fenômenos - inspirou poeticamente os meteorologistas, segundo o serviço especializado Metsul em seu website. "A expressão 'ciclone bomba' (...) não é meramente uma expressão. É uma designação técnica. Tanto que consta no glossário oficial da Sociedade de Meteorologia dos Estados Unidos (AMS)" (...) O que não está no glossário, não é termo técnico, é 'ciclone zumbi'. Trata-se de uma, vamos dizer assim, licença poética dos meteorologistas para designar um ciclone que estava em dissipação ('morrendo') e de repente volta a se intensificar e 'ganhar vida'." "Foi o que ocorreu nas últimas horas com Paulette", enfatizou a Metsul.

A intensificação - ou neste caso, re-intensificação - do furacão Paulette, no entanto, já era esperada pelo NHC-NOAA desde o final de semana passado. O fenômeno, que atingiu as Bermudas no início da semana passada antes de virar para Noroeste e perder força, no sábado rumava para Sul, tendo em sua rota os Açores. Neste mesmo dia, o NHC estima que ele tinha 40% de chances de voltar a se intensificar e se tornar um ciclone.

Paulette, por fim, acabou se intensificando apenas para uma tempestade tropical, o que, de fato, foi o motivo para ser chamado de ciclone-zumbi. No entanto, segundo o NHC em seu último boletim, seu "enfraquecimento lento é previsto" até amanhã.

Furacões, ciclones e tufões

Ciclones, furacões e tufões são o mesmo tipo de fenômeno e seu nome só muda devido à região onde se formam. No Brasil, por exemplo, são chamados de ciclones, enquanto na América do Norte, Central e Caribe, de furacões. Já na Ásia Oriental, na região do Mar das Filipinas, recebem o nome de tufões.

Temporada intensa

Este ano, a temporada já teve 24 tempestades e furacões nomeados. "Esta é apenas a segunda vez que o NHC tem que usar nomes do alfabeto grego", escreveu a CNN.

Referências

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