Faltam nomes para a temporada de furacões de 2020

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18 de setembro de 2020

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Com a intensificação de uma "área de turbulência" no Noroeste da África de ontem para hoje, o fenômeno alcançou ventos sustentados de 60km/h e, assim, acabou recebendo um nome: Wilfred. Acontece que este nome, justamente, era o último da lista da temporada de furacões do Atlântico Norte de 2020, o que obriga os meteorologistas agora seguirem uma lista de nomes com o alfabeto grego. Alpha será o primeiro nome a ser usado.

Além do Wilfred, que segue rumo para Oeste, em direção ao Caribe (veja a trajetória prevista aqui), há ainda dois fenômenos importantes ativos na região: a depressão tropical 22 [o que indica que 22 fenômenos já receberam nome este ano] e o furacão Teddy, que deve atingir as Bermudas nos próximos dias (veja a trajetória prevista aqui). No último aviso do NHC-NOAA, o Teddy agora está com ventos sustentados de 215km/h, o que faz ser um super-furacão, alcançando a Categoria 4 - de 5.

Como os furacões são nomeados?

A primeira lista de nomes para os furacões do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC em inglês), sendo depois adotada em outras partes do planeta para nomear também ciclones e tufões. Antes de 1953, o exército americano foi o primeiro a nomear as tempestades com nomes de pessoas, durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, nomes femininos eram mais comuns, pois eram homenagens a mães, esposas e namoradas.

Atualmente, a relação de nomes é atualizada a cada seis anos pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU baseada na Suíça, e a lista anual é uma intercalação de nomes femininos e masculinos, em ordem alfabética. A lista para a Temporada de furacões no Atlântico de 2020 tem, por exemplo, Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly e Edouard, só para citar os cinco primeiros nomes. A tempestade tropical Arthur foi a primeira a ocorrer e atingiu a Carolina do Norte e a Virgínia dias atrás, sem, no entanto, ter se transformado num furacão.

As tempestades podem ter seus nomes reciclados, ou seja, os nomes podem ser usados mais de uma vez. Já tempestades extremamente destrutivas podem ter seus nomes usados apenas uma vez, como é o caso do Furacão Katrina. A decisão de tirar um nome definitivamente da lista é dos comitês regionais da OMM, que se reúnem anualmente para avaliar a temporada anterior.

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