COVID-19: aumento de casos levanta dúvidas sobre imunidade de grupo em Manaus e Fiocruz aconselha novo lockdown

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27 de setembro de 2020

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Um estudo divulgado por “pesquisadores brasileiros” há cerca de uma semana indicou que em torno de 55% dos habitantes de Manaus já apresentavam anticorpos para o Sars-Cov-2. A pesquisa analisou amostras de sangue de mais de 6 mil manauenses para chegar à conclusão de que, possivelmente, a cidade havia alcançado a imunidade de grupo – ou imunidade de rebanho.

No entanto, na mesma época da divulgação dos dados, os casos em Manaus já haviam voltado a subir e o governo do Amazonas se viu obrigado a decretar o fechamento de bares, casas de shows, balneários, flutuantes e o acesso a praias na capital amazonense - só no início de setembro, as infecções pelo novo coronavírus haviam subido 55%. Em dados comparativos, por exemplo, no dia 23 de setembro 726 casos novos foram registrados na cidade, enquanto 30 dias antes, no dia 23 de agosto, foram registrados “apenas” 246.

Ontem, a Fiocruz, alertou para a necessidade de um novo lockdown na capital do Amazonas ao considerar que as medidas para conter a pandemia de COVID-19 - agora numa possível “segunda onda” - não estão sendo suficientes.

O que é a “segunda onda”?

A chamada “segunda onda” é a volta de uma epidemia ou pandemia após os casos estarem controlados. A Europa, por exemplo, neste momento está vivendo uma “segunda onda” de Covid-19 após a maioria dos países terem conseguido estabilizar e baixar o número de infecções e óbitos nos últimos três meses.

Dados do ECDC de 20 de setembro mostravam que a maioria dos países estava com a mesma cifra de contaminação no início de setembro do que a registrada no pico da epidemia na Europa, entre março e junho passados. A Espanha, por exemplo, voltou a registrar cerca de 300 casos novos (por 100 mil habitantes) todos os dias nos últimos 14 dias, quando esta média entre junho e julho era de menos de 50. A situação piora na Comunidade de Madri, com 500 casos diários, e na cidade de Madri, com 1.000 novas infecções todos os dias – o que levou o ministro da Saúde a sugerir ao governo da Comunidade a imposição de um bloqueio parcial, restringindo a circulação de pessoas nos espaços públicos sempre que sua saída de casa não fosse necessária.

Mais de 4 mil pessoas estavam hospitalizadas na sexta-feira passada em toda Comunidade e o ministro alertou para as "semanas duras e complicadas" que o país teria pela frente, onde, até hoje, 31.232 morreram de Covid e 716.481 contaminações já foram notificadas.

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