COVID-19: Nigéria nega que tônico herbal de Madagascar seja eficiente

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21 de julho de 2020

Autoridades do Instituto Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacêutico da Nigéria (NIPRD) anunciaram que não encontraram evidências de que o tônico herbal feito em Madagascar com a planta Artemisia annua tenha resultados positivos para prevenir e curar Covid-19. O produto, que gera polêmica desde abril passado, foi promovido pessoalmente pelo presidente madagascarense Andry Rajoelina e distribuído para diversos países do Continente Africano em maio.

A República Democrática do Congo também já havia anunciado dias atrás que estava parando com as pesquisas temporariamente porque havia pacientes que não tinham respondido ao tratamento.

Madagascar sofre com lotação de hospitais

Apesar do uso massivo do tônico, Madagascar tem sofrido, há semanas, com a lotação de hospitais, principalmente nas cidades maiores. Segundo a Bloomberg ontem (20), “os hospitais públicos atingiram a capacidade total e só aceitarão pacientes com as formas mais graves de Covid-19”. Enquanto isto, com os cinco hospitais públicos lotados, a capital Antananarivo - e cidades dos arredores - segue a medida de confinamento (lockdown), imposta pelo governo no início de julho para tentar conter a pandemia.

O país tem atualmente 7.153 casos totais, dos quais 3.303 estão ativos. 62 pessoas já morreram.

Subnotificações preocupam

Em Madagascar, segundo o Africanews, Hanta Marie Danielle Vololontiana, uma autoridade do Centro de Comando Covid-19, disse que “as pessoas que morrem de Covid em casa não serão adicionadas às estatísticas oficiais”.

No entanto, este tipo de situação e, assim, as subnotificações, preocupa em toda África desde o início da pandemia. Em meados de maio, a BBC já perguntava se a pandemia no continente estava contida ou se os dados apenas não estavam sendo registrados. Na República Democrática do Congo, na época, segundo a publicação, 4.493 testes para detecção do coronavírus tinham sido feitos, dos 895.614 necessários – a BBC reportou que de acordo com a revista científica The Lancet, o ideal é que 1% da população seja testada para tentar conter a pandemia através do rastreamento das infecções.

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