COVID-19: União Africana faz alerta sobre remédio à base de plantas de Madagascar

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13 de maio de 2020

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Foto meramente ilustrativa: congoleses usando máscaras

Em meio à polêmica sobre Madagascar estar produzindo um tônico feito com a planta Artemisia annua que curaria a COVID-19, a União Africana (UA), através do CDC (Centro de Controle de Doenças), comunicou em seu website na semana passada que tinha pedido mais informações técnicas à Embaixada de Madagascar em Adis Abeba. Amira ElFadil, Comissária da UA para Assuntos Sociais, convocou, em 30 de abril, Eric Randrianantoandro, da embaixada, para fornecer mais detalhes sobre o assunto.

A UA alertou que os dados terão que ser revisados com base em normas técnicas e éticas globais para que haja evidências científicas da segurança e eficácia do tônico. A OMS também se posicionou e anunciou que, apesar de todos os esforços serem bem-vindos, não é bom colocar toda esperança em remédios herbais que não foram testados cientificamente.

A medida foi tomada pela UA depois de uma teleconferência com representantes de diversos países da UA, inclusive com o presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, grande incentivador do medicamento, que tinha por objetivo avaliar ações e iniciativas adotadas na África para o controle da pandemia de Covid-19.

Madagascar doa remédio para outros países africanos

Entre os países que já receberam o tônico, através de doações do governo de Madagascar, estão Guiné Equatorial, Guiné Bissau, República Democrática do Congo, Chade, Tanzânia e Nigéria. Alguns deles mandaram aviões exclusivamente para Madagascar para recolher o produto. Na Nigéria, ao menos, o presidente Buhari ordenou que o tônico passasse por todas as avaliações técnicas necessárias.

Em meio às doações e polêmicas, a ECOWAS (Economic Community of West African State) comunicou oficialmente na semana passada que, ao contrário de algumas notícias, não tinha "ordenado nenhuma compra ou entrega" e que oficialmente se desvinculava de qualquer responsabilidade.

Presidente de Madagascar aumenta polêmica

Andry Rajoelina, grande incentivador do produto, falou para as redes France24 and RFI da França dias atrás que as pessoas apenas não querem acreditar que "um remédio vindo da África seja capaz de salvar o mundo". "Se não fosse Madagascar, mas sim um país europeu, a ter descoberto o remédio, haveria tantas dúvidas?", perguntou aos repórteres.

Para defender sua teoria, ele alega que mais de cem pessoas se curaram no país apenas tomando o tônico.

Madagascar aceita ajuda científica da África do Sul

No dia 06 de maio, representantes da África do Sul anunciaram que haviam recebido um pedido do governo de Madagascar para obter assistência com pesquisas científicas sobre a Artemisia.

Últimas sobre a pandemia de COVID-19 na África

No continente todo, hoje há mais de 69.451 casos confirmados de infecção; mais de 2.395 morreram em toda África; Lesoto continua sendo o único país do continente livre de casos; a África do Sul continua liderando o ranking, com 11.350 infectados; o Congo tinha ontem 44 mortos, sendo que no dia 08 tinha 36; Madagascar tem 186 casos confirmados e nenhuma morte registrada.

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Fontes

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