COVID-19: mesmo com o uso de tônico herbal, Madagascar tem 1ª morte por coronavírus

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17 de maio de 2020

Portal Saúde
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Detalhe a Artemisia annua: planta está no centro de uma polêmica na África

No centro de uma polêmica devido a um tônico herbal produzido com a planta Artemisia annua, produto promovido pelo presidente do país como preventivo e curativo da COVID-19, Madagascar registrou hoje sua primeira morte pelo novo coronavírus, o Sars-CoV-2. A informação é da Africanews.

O sexo da vítima não foi revelado, mas sabe-se que tinha 57 anos e sofria de diabetes e hipertensão.

Presidente do país alimenta polêmica

Andry Rajoelina, presidente de Madagascar, há semanas incentiva o uso do tônico herbal. No website do governo, por exemplo, no dia 20 de abril foi divulgado o "Lançamento oficial do remédio orgânico contra COVID", onde Rajoelina aparece em fotos consumindo o produto, que foi enviado para países como Guiné Equatorial, Guiné Bissau, República Democrática do Congo, Chade, Tanzânia e Nigéria na semana de 06 de maio.

Organizações como a OMS fazem alerta

Devido à polêmica, a União Africana (UA), através do CDC (Centro de Controle de Doenças), alertou que os dados referente ao tônico terão que ser revisados com base em normas técnicas globais para que haja evidências científicas da segurança e eficácia do produto. A OMS também se posicionou e anunciou que, apesar de todos os esforços serem bem-vindos, não é bom colocar toda esperança em remédios herbais que não foram testados cientificamente.

Países receberam produto, mas mortes continuaram

Nenhum país que recebeu o tônico anunciou oficialmente a queda no número de infectados ou de mortos com o uso do medicamento. Com base nos óbitos reportados pela OMS nos dias 10 e 17 de maio, veja a evolução em alguns países:

  • Chade: óbitos subiram de 31 para 50
  • Nigéria: mortes subiram de 128 para 176
  • República Democrática do Congo: óbitos subiram de 41 para 60

Ultimas notícias da COVID na África

No dia 15, a Eritrea se declarou "livre de COVID", mas governo prevê testes em massa nos próximo dias para evitar novos casos; o Quênia anunciou ontem que fechará suas fronteiras com a Somália e a Tanzânia para evitar o aumento das infecções; todos os países africanos registram casos, com Lesoto tendo registrado o primeiro no dia 14 de maio; o continente africano tem hoje 81.608 infectados e 2.708 mortos por COVID-19.

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