COVID-19: Brasil fecha semana com a maior média diária de mortes

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23 de maio de 2020

Serviços não-essenciais podem ter que fechar temporariamente no Brasil devido à pandemia (foto meramente lustrativa)

Na semana em que por três vezes notificou mais de mil mortes diárias, o Brasil teve, também, a maior média diária de óbitos: 986. Além disto, ontem, no final da tarde, o país havia assumido o 2º lugar no ranking geral de infectados da JHU, com mais de de 330 mil contaminados, deixando para trás a Rússia, que vem sendo acusada de não notificar todos os óbitos, com mais de 326 mil. A situação, no entanto, mudou hoje cedo novamente, após a universidade atualizar os casos: agora o chamado "Mapa da COVID" da instituição aponta que a Rússia tem 335.882 e o Brasil, 330.890 infectados.

Acesse o website do MS para saber mais sobre a pandemia no Brasil: https://www.saude.gov.br/noticias

Semana fecha com a maior média diária de mortes

Esta semana, pela primeira vez, o Brasil passou de mil mortes por dia. E por três vezes! Veja abaixo o número de óbitos notificados pelo Ministério da Saúde (MS) a cada dia:

  • 18: 674
  • 19: 1.179 (a primeira vez que o Brasil passou a barreira dos mil mortos por dia)
  • 20: 888
  • 21: 1.188
  • 22: 1.001
  • Média/dia: 986

Mortes devem continuar subindo

Com uma taxa de mortalidade comprovada de 6 a 7% e atualmente com 174.412 pacientes em tratamento (135.430 pessoas já estão recuperadas), é possível que nos próximos 10 dias morram ainda cerca de 10 a 12 mil pessoas. No dia 16 havia 143.470 casos ativos, em tratamento, e se estimava de 9 a 10 mil mortes até o dia 26. Foram, de fato, 4.930 óbitos somente entre os dia 17 e 22.

Lockdown no Brasil

Se em São Paulo, o estado mais atingido pela COVID-19 no Brasil, o governador tem evitado a medida, o chamado lockdown já foi decretado em várias cidades de 10 estados brasileiros: Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A estratégia, drástica e controversa, tem prós e contras: se por um lado o confinamento obrigatório pode ser "essencial para evitar uma aceleração descontrolada da doença", segundo o MS, por outro pode causar graves danos à economia, tanto local como num nível mais amplo.


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Fontes[editar]

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