COVID-19: Rússia alcança recorde de 300 mil infectados, mas nega que mortes cheguem a aproximadamente 7 mil

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19 de maio de 2020

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Foto meramente ilustrativa

Segundo a JHU em seus últimos dados, divulgados hoje às 7h32min da manhã, a Rússia tem agora 308.705 infectados pelo novo coronavírus, o Sars-Cov-2, e se mantém na 2ª colocação no ranking geral, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem mais de 1,5 milhões de contaminados.

No entanto, apesar do grande número de infectados, há “apenas” 2.972 mortes notificadas oficialmente pelo país, número que está bem aquém da taxa de mortalidade média de 7% registrada em outros países, como no Brasil e Reino Unido, respectivamente em 3º e 4º lugares no ranking do total de infecções. No caso da Rússia, se a taxa aplicada for de 7%, o número de vítimas fatais hoje seria em torno de 21 mil, e mesmo que taxa de mortes fosse, por exemplo, bem menor, cerca de 3%, ainda assim o total de casos fatais seria bem maior que o notificado: cerca de 9 mil.

Subnotificações e censura

Segundo a CNN, ao menos 60% das mortes não estão notificadas, o que aumentaria o número de fatalidades para mais de 7 mil. Já a agência de notícias russa Tass reportou que, segundo Alexander Gintsburg, chefe do Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia, os russos têm mais “imunidade de rebanho” e por isto o número de mortos é pequeno. No entanto, oficialmente o governo não apresentou provas sobre a “imunidade de grupo” e a CNN ainda escreveu que, em abril, somente Moscou registrou um aumento de 20% na emissão de estados de óbito, o que, com base nos últimos 10 anos, significam 2 mil óbitos a mais.

Para tentar conter a controvérsia, o governo russo solicitou ao Google que bloqueasse reportagens do New York Times e do Financial Times. Este último afirma, por exemplo, que as mortes na Rússia são 70% maiores do que as oficialmente notificadas.

O que é a imunidade de rebanho ou imunidade de grupo?

A “imunidade de grupo” (também "imunidade de rebanho" ou "efeito rebanho") refere-se a imunização de uma parte de uma população, seja de humanos ou não, através da vacinação ou imunização natural, quando ocorre a infecção por um agente e o corpo, naturalmente, produz anticorpos. Em geral, é considerada “ideal” uma “imunização de grupo” de 80 a 95% (que de cada 100 indivíduos, de 80 a 95 estejam imunizados). Este grupo de imunizados forma uma espécie de “barreira protetora” para que outros indivíduos não se contaminem, havendo, assim, menos infecções ou mesmo a erradicação da doença.

No caso da Covid-19, como ainda não há uma vacina, a única forma de se conseguir a “imunidade de grupo” é com a exposição das pessoas ao novo coronavírus, que em cerca de 80% dos casos causa efeitos leves ou não causa efeito algum, os chamados “casos assintomáticos”. A estratégia de “imunidade de grupo” contra a pandemia de Covid-19 foi a possibilidade levantada em meados de março no Reino Unido pelo primeiro-ministro Boris Johnson, mas cancelada dias depois, quando as contaminações e mortes começaram a subir, fazendo do território um dos mais castigados pela pandemia.

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