Após se posicionar contra episódio político na Bienal do Rio 2019, Felipe Neto reforça equipe de segurança pessoal

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15 de setembro de 2019

Brasil


A decisão veio após o aumento dos ataques em redes sociais direcionados ao youtuber, devido a sua decisão de comprar 14 mil livros LGBT na Bienal, atitude feita em reposta a censura do prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

Felipe Neto disse que vive "hoje com extensa equipe de seguranças, tanto eu quanto minha família. Estou bem ciente de alguns vespeiros onde mexi e por isso vivo hoje com todas as precauções possíveis".

Mais tarde, o youtuber cancelou a participação no Educação 360 Encontro Internacional, realizado pelos jornais O Globo e Extra, na Cidade das Artes. Em 16 de setembro de 2019 ele declarou:

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"As ameaças se intensificaram e estamos montando um documento para dar entrada na polícia. Já tirei minha mãe do Brasil e estou vivendo com o mínimo possível de exposição. Manterei vocês sempre informados"

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Felipe Neto




Comentando sobre a saída da mãe do Brasil, Felipe Neto declarou em 17 de setembro de 2019:

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"A podridão dos bolsonaristas é tão imensa que estão alegando que minha mãe mora fora do Brasil desde 2017, porque eu e Luccas demos uma casa pra ela em Portugal. É uma imundície sem fim. A casa sempre foi para ela passar férias e ter um imóvel lá. Ela nunca foi morar nessa casa (…) Ela tinha acabado de ganhar uma mansão aqui no RJ para morar ainda mais perto de nós, quando as ameaças vieram e ela teve que sair do Brasil. E os minions doentios, ao invés de mostrarem UM PINGO de compaixão, estão debochando, rindo e concordando com as ameaças"

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Felipe Neto




Em 19 de setembro de 2019 foi prestada uma queixa formal na Polícia devido as ameaças de morte.

Repercussão
Em reposta a situação de Felipe Neto, Paulo Coelho ofereceu asilo político ao youtube. Políticos da esquerda política brasileira também comentaram em apoio ao youtuber: do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Marcelo Freixo, Guilherme Boulos, Ivan Valente, David Miranda e do Partido dos Trabalhadores (PT), Maria do Rosário e Jandira Feghali. Jean Wyllys, ex-deputado que encontra-se em em exílio político por conta própria pelo mesmo motivo, também se manifestou.

Devido ao posicionamento, o deputado Mário Heringer do Partido Democrático Trabalhista (PDT-MG) indicou Felipe Neto para receber a Medalha Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados, por "ação de coragem e posição de liderança".

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Fontes