Índia e China atenuam tensões na fronteira disputada

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26 de junho de 2020

China e Índia concordaram em reduzir as tensões uma semana após os confrontos na fronteira disputada nos Himalaias, que resultou em vinte soldados indianos mortos.

O representante do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse que, após as negociações entre os comandantes militares regionais, as partes "concordaram em tomar as medidas necessárias para esfriar a situação".

A agência de notícias Press Trust of India informou que o comandante do 14º Batalhão do Exército Indiano, tenente-general Harinder Singh e o comandante do distrito de Tibete, major-general Liu Lin, participaram das negociações.

As partes "assumiram um compromisso conjunto de promover a paz e a tranquilidade nas áreas de fronteira", acrescentou Zhao Lijian.

Nenhum comentário oficial foi recebido de Deli, mas uma fonte do exército indiano disse que, após uma reunião que durou quase 11 horas, foi alcançado um "consenso mútuo".

Em 15 de junho, ocorreu uma disputa na região de Aksai Chin entre os militares indianos e chineses. Segundo relatos da mídia, várias centenas de soldados com barras de ferro, paus e pedras participaram, e nenhuma arma de fogo foi usada. A mídia indiana disse que mais de 40 chineses foram mortos, a China não divulgou o número exato de perdas.

O Global Times chinês alertou que, no caso de um conflito militar, a Índia enfrentará tristes consequências devido à superioridade militar e economica da China.

Aksai Chin faz fronteira com a região autônoma de Xinjiang, Paquistão e Índia, com uma área de mais de 42 mil km² (cerca de 20% de todo o território do antigo estado de Jammu e Caxemira). O território é governado pela China, mas disputado pela Índia, que inclui essa região no território de Ladaque. É um deserto de sal alpino, praticamente não há residentes na área.

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