Viktar Babaryka, rival de Lukashenko na eleição presidencial, é detido

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20 de junho de 2020

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Na manhã desta quinta-feira (18), o principal rival de Alexander Lukashenko nas próximas eleições presidenciais de 9 de agosto na Bielorrússia, o ex-presidente do Belgazprombank Viktar Babaryka, foi detido em Minsk. Seu filho Eduard, que chefiava a sede da campanha, também foi detido. No entanto, nenhum dos dois foram julgados.

O chefe do Comitê de Segurança, o recém nomeado general da KGB Ivan Tertel, disse que Babaryka praticava "atividades ilegais". De acordo com Tertel, está sendo investigado uma fraude com notas promissórias no valor de mais de US$ 60 milhões. A principal acusação é que mais de US$ 430 milhões foram movimentados por ele.

Babaryka conseguiu coletar 425 mil assinaturas de apoio a sua campanha. Em entrevista à RBC, ele sugeriu que essa prisão pretende afetar sua campanha presidencial:

"Tomamos todas as medidas para chegar a 9 de agosto. Temos legislação e ela define claramente quem não pode participar da eleição, e mesmo uma pessoa detida pode; portanto, temos tudo preparado, caso eu desapareça inesperadamente. Por lei, apenas as pessoas condenadas não têm o direito de concorrer. Eles terão que tentar adiar o julgamento até 9 de agosto, mas isso é uma violação de todas as regras processuais. Simplesmente, não é possível".

As buscas e detenções de ex-funcionários do Belgazprombank começaram em 12 de junho. Um total de 15 pessoas foram detidas. Eles são acusados ​​de legalizar os fundos obtidos por meios criminais. Foram apreendidos mais de US$ 4 milhões e o Banco Nacional da Bielorrússia passou a administrar o banco. Ivan Tertel acusou a Rússia de cumplicidade:

"Os marionetistas por trás dessas atividades temem que nossas ações levem ao descobrimento de dados e à confirmação de seu envolvimento nessa atividade ilegal. Tais pessoas são, sabemos, os grandes chefes da Gazprom, e talvez até mais".

No início de maio, as autoridades bielorrussas detiveram outro candidato à presidência, o blogueiro Sergei Tikhanovsky. Em vez disso, a esposa do candidato, Svetlana, vai se candidatar. Ela relatou ameaças telefônicas de represálias contra seus filhos.

Segundo a Comissão Central de Eleições, na manhã de 18 de junho, apenas dois candidatos à presidência tinham o número necessário de assinaturas — o atual presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e o ex-banqueiro Viktar Babaryka.

Fontes

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